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Dubai será a 1ª cidade a adotar táxis voadores autônomos

EHang 184

Veículo será pilotado a partir de um centro de controle e permitirá viagens de até 50 km

 

O fabricante chinês de drones EHang anunciou nesta quarta-feira que fornecerá táxis voadores autônomos a Dubai, a primeira cidade que permitirá o uso deste tipo de veículos a partir de julho.

 

A companhia planeja exportar seu modelo EHang 184, capaz de levar um passageiro com uma mala, com um peso máximo de 117 quilos, durante um trajeto que não superaria meia hora ou 50 quilômetros, um alcance seguro para suas baterias.

 

Segundo o projeto, os passageiros só devem escolher o destino e o veículo que o levará será pilotado desde um centro de controle, informa a edição digital da revista financeira “Caixin”.

 

Em caso de problemas técnicos em voo, os veículos estão programados para pousar na zona segura mais próxima, e a comunicação entre as máquinas e o centro de controle está encriptada, segundo a companhia.

 

Dubai, a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, quer emoldurar este projeto dentro de seu objetivo de se transformar em uma cidade “inteligente” com um grande nível de automatização do transporte.

 

A EHang, uma companhia criada há unicamente três anos e que inicialmente fabricava drones de uso recreativo ou profissional, apresentou o modelo na feira eletrônica de consumo CES de Las Vegas em 2016.

 

Outras empresas estão explorando a mobilidade em veículos voadores autônomos e entre eles o fabricante aeronáutico europeu divulgou nos últimos meses do ano passado seu projeto de táxi aéreo sem piloto, denominado Vahana.

 

 

 

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Artigo publicado originalmente aqui.

4 lições que o Super Bowl ensina para empreendedores

Equipe do astro Tom Brady conseguiu virar o jogo na final da temporada do futebol americano. O que a partida ensina para quem é dono de um negócio:

 

A 51ª edição do Super Bowl, que impressionou os espectadores neste domingo ao mostrar uma virada protagonizada pela equipe favorita do principal campeonato de futebol americano, rende dicas valiosas para empreendedores.

O último minuto foi, literalmente, decisivo para que o New England Patriots, equipe do astro Tom Brady, conseguisse seu quinto troféu. Até o final do terceiro quarto da partida, os vermelhos do Atlanta Falcons tinham ampla vantagem de pontos sobre o time. Mesmo diante de um cenário tão adverso, a equipe reagiu, conseguiu levar o jogo para a prorrogação e venceu o campeonato.

Veja, a seguir, quatro lições de empreendedorismo que podem ser aprendidas com a partida final de um dos campeonatos mais assistidos do mundo:

 

1. Em tempos adversos, arrisque

Os Patriots mostraram que muitas oportunidades podem ser perdidas quando se opta pelo caminho da inércia. O time fez jogadas poucos convencionais para reverter o resultado desfavorável. Quando fez um touchdown (movimento que consiste em passar a linha do gol sem ser barrado pelo adversário), o time poderia ter dado um chute que renderia um ponto extra, mas preferiu arriscar e tentar cruzar a linha do gol para ganhar pontos em dobro.

A estratégia deu certo. “Muitos negócios não deslancham porque o empreendedor tem medo de tomar decisões”, afirma Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Caso mantivesse sua estratégia, o time não ia conseguir vencer a partida, acredita Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP. “Era uma corrida contra o tempo e com uma desvantagem grande de pontos. O cenário exigia uma tomada maior de risco para que a equipe conseguisse atingir o seu objetivo.”

 

2. Seja apaixonado, mas não emocional

Além da ampla desvantagem de pontos, o New England Patriots ainda errou uma jogada ao tentar reagir, mas ainda assim foi capaz de controlar a frustração para obter a vitória.“Só mantendo a frieza os jogadores foram capazes de encontrar a estratégia certa no final do jogo”, diz Carrer, do Sebrae-SP.

Em um cenário de adversidade, a inteligência emocional pode ser o diferencial no sucesso do negócio. E isso vale para toda a equipe de uma empresa.

“Um erro comum entre os empreendedores é não se preparar e nem treinar sua equipe para enfrentar momentos difíceis”, diz Carrer. “É importante ter uma estratégia clara para contornar dificuldades.” 

 

3. Tenha “timing”

Ter apostado em ataques mais contundentes ao adversário no momento certo definiu o resultado da final do campeonato de futebol americano.

No mundo dos negócios, a estratégia pode significar buscar o timing correto para lançar um produto ou serviço, diz Rafael Teles, CEO da Ciklun.

“Se o negócio não está dando certo por fatores externos, como uma concorrência forte, talvez seja melhor esperar por um momento mais favorável. No caso do Patriots, foi preciso aguardar a perda de energia do adversário para enquadrar uma estratégia vitoriosa”, afirma.

Qualquer negócio depende do timing correto. Um produto hoje pode não fazer o sucesso que faria no ano passado ou que poderia fazer no ano que vem. O empreendedor deve analisar essas possibilidades.

 

4. Aprenda com o fracasso

Começar perdendo, como o time vencedor do Super Bowl, exige uma reação que pode ser saudável para o negócio, diz Teles, da Ciklun. “O empreendedor é obrigado a aprimorar o negócio e parar de procrastinar. O fracasso ajuda a criar uma sustentação mais sólida para o negócio no futuro.”

Carrer, do Sebrae-SP, faz uma analogia da conquista de territórios do futebol americano com a conquista de mercados. “Se o concorrente é tão bom quando você, você em algum momento pode perder espaço. O segredo é perseverar para resgatá-lo, aprender com os erros e não ficar de braço cruzado.”

 

 


 

Este artigo foi publicado originalmente aqui.

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Método permite às empresas calcularem o valor de sua marca

O objetivo de avaliação de uma marca é conhecer o quanto ela representa para os negócios da empresa, gerar informações aos acionistas e ao mercado, servir de suporte aos planos estratégicos e competitivos e ajustar seu valor na contabilidade.

 

Um valor positivo de marca permite à empresa incrementar seus negócios através de programas de marketing mais eficientes, preços e margens mais elevadas além de oferecer a possibilidade de extensão de marcas, entre outros. Em contrapartida, um valor negativo de marca irá prejudicar o desempenho da empresa.Por este fato a análise do valor de marca pode ser muito útil no estabelecimento de estratégias de mercado das companhias.

 

Cada vez mais, os CEOs enfatizam as marcas de sua empresa nas comunicações com seus investidores. Há mais espaços reservados nos relatórios financeiros para discutir o compromisso da organização com a marca, engajando, nesse processo, desde o CEO até o mais novo colaborador. Muitas empresas já reportam o valor de suas marcas ao longo do tempo aos investidores, demonstrando a importância que dão a esse ativo.

 

A marca é fator-chave para a cobrança de prêmios no processo de Fusões e Aquisições. Muitas vezes, é o potencial latente da marca de entrar em novos mercados e se expandir para outras categorias que permite a cobrança de um valor mais elevado. Para se quantificar o potencial financeiro de determinada marca no futuro, é necessário um conjunto amplo de habilidades, combinando pesquisa de mercado com a marca em si e a estratégia de negócios junto a um modelo de estudo de negócios.

 

A metodologia do cálculo

 

Destaca-se duas metodologias para o cálculo do valor das marcas: Interbrand e Brand-Finance; ambas partindo da determinação do Valor Econômico Adicionado (EVA – Economic Value Addesd) da empresa para posteriormente identificar a parcela deste valor gerado pela marca.

 

A metodologia de avaliação de marcas da Interbrand, criada em 1988 em parceria com a London Business School, trata a marca como um ativo estratégico do negócio, capaz de gerar identificação, diferenciação e valor.

 

Isso significa que a essa metodologia analisa as diferentes formas de influência da marca no desempenho da organização, de acordo com o impacto que exerce em consumidores (atuais e potenciais), funcionários, fornecedores e investidores.

 

O que afeta o valor da marca?

 

Segundo a Interbrand, uma marca forte, independentemente do mercado em que atua, direciona a performance do negócio. Isso acontece por sua habilidade de influenciar a escolha do consumidor e gerar lealdade; de atrair, reter e motivar talentos; de reduzir custos de financiamento, e de captar investimentos.

 

Lucro Econômico

 

Nessa etapa, calcula-se o lucro econômico, composto pelo lucro operacional da marca descontado de impostos e o custo de capital. Para isso, partimos da previsão das receitas atuais e futuras atribuíveis aos produtos e serviços da marca. Como primeiro passo, subtraímos os custos operacionais e impostos da receita para calcular a parcela dos resultados diretamente atribuíveis à marca. Descontamos, então, a remuneração do capital empregado na operação para identificar os ganhos econômicos do negócio.

 

Papel de Marca

 

A análise de Papel de Marca está relacionada ao entendimento do comportamento de compra do consumidor. Ela mede a porção dessa decisão que é atribuída à marca em relação a outros fatores (como por exemplo preço, conveniência ou características do produto). Esse índice é aplicado aos ganhos econômicos dos produtos ou serviços para se chegar aos lucros gerados apenas pela marca.

 

O Papel de Marca mede a porção da decisão de compra atribuível à marca em relação a outros fatores (por exemplo, decisão de compra por conta de preço, conveniência ou características do produto). O Índice do Papel de Marca quantifica esses fatores como uma porcentagem aplicada aos ganhos econômicos dos produtos ou serviços para se chegar aos lucros gerados pela marca.

 

Os clientes se baseiam mais em marcas para guiar sua escolha quando os produtos ou serviços concorrentes não podem ser facilmente comparados e diferenciados e, desse modo, a confiança é atribuída à marca (ex.: chips de computador) ou quando sua necessidade é emocional, como questões de personalidade (ex.: marcas de luxo). O Índice do Papel de Marca normalmente se estabelece dentro de faixas de valor de acordo com o segmento em que a marca atua. Ainda assim, há oportunidades significativas para que aumentem sua influência na escolha, dentro desses limites, ou até para estender o intervalo da sua categoria ao mudar o comportamento do consumidor.

 

Os resultados do Papel de Marca podem ser calculados de três maneiras (e estão descritas por ordem de preferência, a seguir):

  1. Pesquisa primária: Pesquisa elaborada de forma específica, como choice modelling (apesar de haver outras técnicas disponíveis), onde o papel da marca é estatisticamente calculado.
  2. Pesquisa existente complementada com análises da Interbrand. Pesquisa indicando a importância relativa dos drivers de compra é combinado com as análises da Interbrand para determinar a influência da marca na percepção do desempenho do produto ou serviço a partir de cada um dos drivers.
  3. Avaliação qualitativa: baseada nas discussões com a gerência e em experiências passadas. É usada quando não há pesquisa disponível no mercado.

 

Força de Marca

 

A análise de Força de Marca mede a capacidade que ela possui de criar lealdade e continuar gerando demanda no futuro. Esse índice é inversamente relacionado ao nível de risco associado às suas previsões financeiras. Nosso método parte da análise de dez fatores que, por serem comparados à concorrência, nos permite encontrar uma taxa de desconto que ajuste os lucros previstos da marca aos riscos associados à demanda que ela é capaz de gerar.

 

Valor de Marca

A taxa de desconto específica da marca é usada para descontar os ganhos da marca do valor presente, refletindo a probabilidade de ela enfrentar os desafios e entregar os resultados esperados para o futuro. Essa equação é igual ao Valor de Marca.

 


 

 

Referências:

http://interbrand.com/best-brands/best-global-brands/methodology/

http://www.rankingmarcas.com.br/downloads/Interbrand_Avalia%C3%A7%C3%A3o-de-Marca-PT.pdf

http://www.afixcode.com.br/como-calcular-valor-marca/#ixzz4XGSf4Nxs