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Para sua empresa crescer

Como as coisas mudaram. Quando eu era um rapaz, (muito tempo atrás) eu e meus companheiros tínhamos aspirações de ser jogadores de futebol, pilotos ou astronautas.

 

Hoje, para as crianças de 4 a 16 anos de idade, as escolhas de carreira de sonho incluem celebridade do YouTube, designer de videogame e atleta de esportes eletrônicos (aparentemente, isso é jogar jogos de computador). É bom ver que alguns trabalhos mais tradicionais ainda aparecem na lista (fonte: Bidvine.com) como médicos e enfermeiros, bombeiros e policiais.

 

Surpreendentemente não há menção de advogado de propriedade intelectual no top 10, mas é encorajador que o empreendedor esteja lá no número 5. Isso pode ser por causa de programas como Dragons Den ou o Aprendiz ou inspiração de membros da família que começaram ou correram seu próprio negócio.

 

Na Companies House, produzimos recentemente alguns estudos de caso curtos mostrando pequenas empresas. Descobrimos a inspiração por trás de cada negócio e como cada um deles começou sua jornada. Uma das perguntas que fizemos a cada empresa foi:

 

“Qual é a melhor coisa sobre ser proprietário de uma pequena empresa?”

 

Ambas as empresas apresentadas responderam que é a flexibilidade de poder gerir o seu próprio tempo. Mas junto com essa liberdade e flexibilidade, há muitos desafios legais com os quais você não precisa se preocupar se trabalhar para outra pessoa.

 

Para muitas empresas, a escolha do nome de uma empresa parece levar pouco ou nenhum pensamento. Eu estou em Florianópolis e vou abrir uma lanchonete, então “Floripa Sanduicheria Bar” não é nada difícil de pensar. Verifique o nome no Google e você não tem segundos pensamentos sobre isso.

 

Essa abordagem certamente não é o caminho recomendado. Nossos estudos de caso são exemplos primordiais disso. Trabalhando com Matt e Sofia na Hard Lines, veio à tona que essa não era a escolha original do nome.

 

Por cerca de 6 meses dirigiram um negócio com sucesso com o nome Outpost. Eles usaram o verificador de nome para certificar-se de que o nome estava livre para registrar e, em seguida, formaram a empresa. O que não conseguiram foi verificar o banco de dados de marcas registradas do INPI. Não demorou muito para que uma carta chegasse à sua porta informando que eles estavam infringindo a marca de outra pessoa.

 

Felizmente para eles, estavam prestes a abrir uma segunda loja, de modo que possuir uma marca que os permitisse controlar seu uso era essencial no futuro. A mudança de nome veio no momento certo e, nesta ocasião, eles verificaram o nome da empresa e a marca estavam disponíveis.

 

Para o nosso segundo estudo de caso, Nicole, da creche Lullabyz, já havia recebido conselhos da família de que uma marca era uma mercadoria importante. Como Nicole diz:

 

“Tornar-se uma companhia limitada nos deu uma rede de segurança se as coisas dessem errado, mas possuir o nome também era essencial para nós. Apresentar uma marca registrada foi uma das primeiras coisas que fizemos.”

 

Creche Lullabyz – Nicole Reed

Muitas pequenas empresas tendem a negligenciar a propriedade intelectual em seus negócios até que algo dê errado. Ser como Matt e Sofia e buscar conselhos será benéfico a longo prazo.

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Completamos 26 anos de atuação no mercado nacional e internacional

Aniversário de 26 anos da Primeiro Mundo Registro de Marcas, a empresa atua há mais de duas décadas com registro de marcas, patentes, direitos autorais entre outros serviços de assessoria a empresas no Brasil e em mais 170 países.

 

 

Neste domingo (1), a Primeiro Mundo do Brasil concluiu mais um ano de história completando seus 26 anos de atuação.

 

Desde junho de 1992 a empresa vem conquistando seu espaço no mercado brasileiro e também no internacional, dispondo de assessoria em vários outros países. Com uma vasta gama de serviços oferecidos, a Primeiro Mundo já ajudou milhares de empresários em questões relacionadas a registro de marcas, patentes, desenhos industriais, direitos autorais, registro de aplicativos, formatação de franquias, branding e muito mais.

 

Até hoje, foram mais de 5 mil marcas encaminhadas ao INPI através da assessoria da Primeiro Mundo, e outras centenas de patentes e direitos autorias.

 

Um dos diferenciais que tem feito a empresa se destacar no mercado e que tem permitido suas quase três décadas de sucesso é o know-how altamente especializado e diferenciado dos concorrentes.

 

8 Cientistas brasileiras que você precisa conhecer

Acadêmicas das áreas de humanas, exatas e biológicas que inspiram a muitos por superarem o racismo

Norma Odara
 
 

No Brasil, 54% da população se autodeclara preta ou parda, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 2015. No entanto, no mesmo ano, somente 12,8% dos jovens negros de 18 a 24 anos (considerando homens e mulheres) chegaram ao nível superior, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Os números mostram que o espaço acadêmico ainda é pouco ocupado por mulheres negras e, as poucas que alcançam destaque, o conseguem com muito esforço e resistência.

 

Diante deste cenário adverso, o Brasil de Fato elaborou uma lista reconhecendo o talento e o sucesso de cientistas negras brasileiras do ramo das exatas, humanas e biológicas, que superaram o racismo e nos inspiram com sua força de vontade. Confira:

 

1. Enedina Alves 

Enedina Alves Marques foi a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil. Nascida em 1913, de família pobre, ela cursou engenharia e se formou aos 30 anos no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Em agosto de 1981, foi vítima de um infarte.

 

O cineasta Paulo Munhoz e o historiador Sandro Luis Fernando pesquisaram a vida de Enedina e pretendem lançar um documentário sobre sua vida pessoal e acadêmica.

 


Enedina Alves/ Arquivo

2.  Viviane dos Santos Barbosa

A baiana Viviane dos Santos Barbosa cursou bacharelado em engenharia química e bioquímica pela Delft University of Technology, na Holanda, e se formou em mestre em nanotecnologia na mesma instituição.

 

Ela cursou química industrial por dois anos na Universidade Federal da Bahia, mas, nos anos 90, decidiu ir para Holanda. Lá desenvolveu uma pesquisa com catalisadores (que aceleram reações) através da mistura de Paladium e Platina.

 

O projeto foi premiado em 2010, durante a conferência científica internacional, na cidade de Helsinki, na Finlândia, onde competiu com outros 800 trabalhos.


Viviane dos Santos Barbosa/Arquivo Fapesp

3. Maria Beatriz do Nascimento

Nasceu em Aracaju (SE) em 1942, e migrou com seus dez irmãos e seus pais para o Rio de Janeiro, na década de 50. Cursou história na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aos 28 anos de idade. Fez pós-graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1981.

 

Beatriz dedicou sua vida para que a temática étnico-racial ganhasse visibilidade no Brasil. Foi responsável por formar um grupo de ativistas negras e negros chamado Grupo de Trabalho André Rebouças (GTAR), na Universidade Federal Fluminense, em meados dos anos 1983, almejando o envolvimento do corpo docente nos estudos sobre África.

 

Seus artigos foram publicados na Revista de Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos e Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, além de diversas entrevistas e depoimentos à grande mídia.

 


Maria Beatriz Nascimento/Arquivo

4. Sonia Guimarães

Sonia sonhava em ser engenheira, mas foi em sua última opção do vestibular, em 1970. Na época, ela prestou física no Mapofei, um vestibular criado em 1969 para a área de exatas nas universidades Instituto Mauá de Tecnologia, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), e se apaixonou.

 

Hoje, Sonia é a primeira negra brasileira doutora em física pela University of Manchester Institute of Science and Technology e compõe, há 24 anos, o corpo docente do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Ela atua na área de física aplicada, com ênfase em Propriedade Eletróticas de Ligas Semicondutoras Crescidas Epitaxialmente, e já conduziu pesquisas sobre sensores de radiação infravermelha.

 

5. Simone Maia Evaristo

A bióloga e citotecnologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Simone Maia é presidente da Associação Nacional de Citotecnologia (Anacito). É a única brasileira no quadro de membros ativo, como membro diretor da Academia Internacional de Citologia (IAC).

 

Atualmente é supervisora na área de ensino técnico do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e sua missão tem sido divulgar o papel do controle do câncer.

 


Simone Maia Evaristo, à esquerda, de camisa branca/Reprodução/Facebook

6. Luiza Bairros

Luiza Bairros foi uma das vozes mais respeitadas no combate à discriminação racial no Brasil e compôs o Movimento Negro Unificado (MNU). A ativista negra foi ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) durante o segundo governo Dilma Rousseff (PT), e faleceu em julho do ano passado, enquanto ainda tramitava o processo de impeachment da presidenta.

 

Luiza era mestre em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora em sociologia pela Michigan State University (EUA). Sua graduação foi em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGS) e especializou-se em Planejamento Regional pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

 


Valter Campanato/Agência Brasil

7. Anita Canavarro

É professora de química na Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Ciências pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ). Fundou, em 2009, o grupo de Estudos sobre a Descolonização do Currículo de Ciências (CIATA) do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (CIATA-LPEQI/UFG) com a proposta de “ descolonizar” o estudo de ciências.

 

Além disso é presidenta da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), que busca promover a superação do racismo por meio da educação, defendendo e zelando pela manutenção de pesquisas com financiamento público.

 


Anitta Cavarro/Foto: Portal Catarinas

8. Katemari Rosa

Desde criança, a gaúcha Katemari Rosa foi apaixonada por física, observava as estrelas e sonhava em alçá-las. Hoje, é formada em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em filosofia e em história das ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora em Ciências pela Universidade de Columbia, em Nova York.

 

Ao longo de sua trajetória, Katemari começou a reparar no racismo dentro de seu campo de atuação e, em 2015, iniciou a pesquisa “Contando nossa história: negras e negros nas ciências, tecnologias e engenharias no Brasil”, com o intuito de criar um banco de histórias de negros e negras cientistas brasileiros.

 

Atualmente é professora na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e se preocupa com a formação de professores que inspirem jovens negros para área das ciências.

 


Katemari Rosa/Foto: Divulgação/Página pessoal

Fonte: Brasil de Fato.

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O que o episódio da escada de Jacó nos ensina sobre ética

Por Pacard.

 

Reza a história que Jacó deu uma bela rasteira no irmão, Esaú, que num acesso de fúria, desatou impublicáveis impropérios contra o desafeto irmão enganador (que por sinal, no idioma hebraico, Jacó traduz “Enganador” mesmo), e o pôs a correr.  Então Jacó correu, correr, correu, e quando estava com dois palmos de língua pra fora, parou para descansar. Dormir era a palavra mesmo que ele precisava naquela hora. Juntou então algumas pedras e fez uma cabaninha bem legal para proteção contra as feras, e largou o lombo no mais profundo dos sonos.

 

Eis senão quando (adoro isso, lembra aquelas velhas fábulas que vovó me contava), em seu sonho, vê uma escada surgindo de onde estava, que chegava aos céus, e por ela subiam e desciam anjos tocando suas harpas e entoando canções que deixavam qualquer sereia na lanterna da fila dos menestréis divinos. Só que não, porque sereias são fábulas e a história de Jacó é verdadeira, para os que, como eu, creem no relato bíblico.

 

Pois bem. Lá estava Jacó e sua escada apinhada de anjos. Fim do sonho.

 

 

O pobre Jacó acordou num misto entre o assustado e o maravilhado. E correu logo ao acordar para a escola do Mestre Sem, filho de Noé, que reunia e passava adiante os conhecimentos que chegaram até nós acerca do relato dos primeiros acontecimentos bíblicos, lá do livro de Gênesis. Em lá chegando, com os bofes saindo pela boca, começa a contar o que havia sonhado, e tão logo recebeu uns goles de água para que se acalmasse, relatou o seu sonho, todinho ao Mestre Sem, e pediu-lhe que lhe revelasse seu significado, pois acreditavam os antigos, que todos os sonhos possam ter um significado.

 

Sem, olhando para o moço Jacó, de língua de fora, com aquela serenidade dos profetas, perguntou:

– De que eram feitas as pedras, Jacó?

 

Se Jacó fosse gaúcho, este teria sido o momento histórico em que os “butiá do borso” haveriam de ter caído, sem sombra de dúvida. Mas então, o efebo atravessa no largo do passo o Deserto do Sinai, enfrentando escorpiões, sol abrasante, serpentes venenosas, vendedores de água “mineral” da bica, talibãs e outros perigos mortais, para consultar a milenar sabedoria do profeta, onde pensa Jacó, falar-lhe-ia acerca dos mistérios do Universo que tais anjos trariam á baila, mas em lugar disso, o homem das cãs, mastigando uma rapadura de tâmara, pergunta-lhe “de que material eram feitos os degraus da escada?”. Francamente!

 

Mas, como Jacó era apenas um rapazote que tinha feito meleca na tenda do pai, e não estava com a moral nem o moral muito elevados, deu-se por vencido, e respeitosamente disse que não havia percebido este detalhe, pois o alvor das vestes dos anjos era tal, que inebriava junto das melodias, e despertava atenção apenas a isso, já suficiente para quem conhecia no máximo historias sobre tais anjos.

 

 

– A atenção aos detalhes é chamada de “Perspicácia” – disse o Sábio. O homem que consegue ver além do brilho é um sábio.

 

– Sim, Mestre! Eu entendo isso. Mas o que havia de especial do material do qual eram construídos os degraus?

 

– Nõ havia nada de especial no material dos degraus, filho. Mas naquele material de que “NÃO” eram feitos tais degraus.

 

– Hã, quer um pouco de água Mestre?

 

– Não, acabei de beber lá na fonte.

 

-Não entendi então, Mestre. Por que eu tinha que reparar no material do qual não eram feitos os degraus? Era algum metal preciso que eu ainda desconheço? Irídio, talvez?

 

– O material do qual eu falo é pescoço humano, meu filho. A escada que viu não era feita de pescoços, e sim de pedras, ou qualquer outro material. Até mesmo este tal irídio que mencionou.

 

– Mas, Mestre! Pescoços são usados como degraus em alguma edificação?

 

– Mais do que imagina, meu bom jovem!

 

– E onde levam escadas construídas com tal material, Mestre?

 

– Ao inferno, meu filho. As escadas que levam ao céu são sólidas como o caráter de quem as pisa. As escadas para o inferno são moles como seus passantes, porque são feitas de costas e pescoços.

 

Jacó, desde aquele dia, tornou-se um homem cuja ética o precedeu na historia de seus dias. E seus pés jamais pisaram pescoço algum.

 

Trazendo para o presente tempo, onde o excesso de informação e a competição exacerbada desumanizam as práticas de mercado, onde chegar por primeiro e chegar sozinho, parece ser o objetivo, e não apenas consequência das nossas escolhas éticas, cabe uma reflexão acerca de nossa declaração de Missão de Empresa, ou Missão Pessoal, tão significativa uma quanto a outra.

 

 

Que tipo de empreendedor eu sou? Que tipo de resultados eu quero obter? Quantos e quais serão os meus obstáculos, e por fim, de que modo vou tratar meu concorrente, meu colega, ou o desconhecido que está diante de mim, como um desafio a ser vencido?

 

 

Estamos em permanente competição, mas temos sempre um objetivo, e para alcançá-lo, temos um caminho ou uma escada a galgar. De que ou às custas de quem pavimentaremos este caminho? Quanto vale a chegada, quando tivemos que derrubar tantos pelo caminho? O que passa a ser o sucesso para mim, desta forma, senão uma arena onde os fins justificam os meios empregados?

 

Sabemos que Jacó foi um patriarca, isto é, um gerador de nações. Que tipo de legado deixaremos aos que chegarem depois de nós? Uma escada firme, ou um amontoado de despojos?

 

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A Psicologia que existe por trás do bom gestor

Como fazer as pessoas acolherem sua ideia e trabalharem, não para você…mas com você?

Por Julia Silva

 

Você constantemente pensa nessa questão? Ou em como fazer os colaboradores vestirem a camisa do seu negócio, mobilizando-se e esforçando-se para fazer acontecer? Parece algo intangível, não e mesmo?  Principalmente por pensarmos que a maior mobilização de uma pessoa para trabalhar com o empreendimento de outros se baseia, sobretudo, na compensação financeira.

 

Não podemos excluir o fator econômico como sendo um elemento motivacional neste processo. Entretanto pesquisas, estudos e experiências com capital humano, vêm mostrando que a realidade não é bem essa.  Nesse artigo, aproveitaremos as contribuições da psicologia organizacional para entender como conquistar e motivar pessoas, tornando-se mais que um empreendedor (a), mas sim um gestor por excelência.

 

Por mais que pareça uma tarefa complexa, existem dicas essenciais que vão auxiliar você e tornar o relacionamento interpessoal no trabalho muito mais satisfatório e descomplicado. Isto mesmo: não importa como é a sua personalidade ou como se comportam as pessoas com que você trabalha, são métodos simples para colocar em prática e começar a liderar com eficácia, agora!

 

Para compreender melhor vamos ressaltar os seguintes pontos:

  • O perfil do empreender
  • Chefe x Líder
  • Comportamento humano
  • Como influenciar pessoas a incorporar  sua ideia
  • Métodos básicos para entender como lidar com pessoas

 

O empreendedorismo apesar de ser um modelo profissional bem popular e conhecido atualmente é uma novidade que surgiu no Brasil na década de 90, desenvolveu-se como um trabalho de inovação e criação diferenciando-se dos outros segmentos por envolver maiores riscos, tanto a nível material quanto a nível psicológico e social.

 

Costuma-se analisar o empreendedor como um sonhador. Walt Disney, dizia ” Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade.”

 

Lidar com pessoas é imprescindível no mundo dos negócios, o bom empreendedor é de fato um bom gestor. Entende-se que a gestão do capital humano é um desafio na nova era, a psicologia entra em cena para auxiliar nesta tarefa complexa, que é, ao mesmo tempo, um diferencial que vai definir o sucesso do negócio.

 

O básico para ser um bom gestor é compreender os novos tempos, saber que na contemporaneidade não temos mais espaço para o modelo antigo de chefia, onde o chefe manda e o colaborador subordinado e submisso obedece e dedica-se sem hesitar, sob a ótica da nova perspectiva social, mesmo convivendo com a crise no cenário econômico, este modelo de gestão pode até reter as pessoas por medo de perder o trabalho, mas não retém talento. O máximo que podemos obter desta forma é uma colaboração forçada, um trabalho medíocre, e o seu marketing pessoal negativo. Falando a grosso modo, as pessoas terão antipatia e falarão aspectos negativos sobre o gestor para o resto do mundo e isto não ajuda a obter sucesso, lembrando que quanto maior o sonho, mais pessoas você precisará ao seu lado.

 

Influenciar pessoas a incorporar a sua idéia e realizar com vontade e entusiasmo exige uma liderança de alta performance. Para isso, existem métodos básicos para entender como lidar com pessoas. Em primeira instância, devemos falar de comunicação efetiva e objetiva. No entanto, esse tipo de comunicação não se refere ao simples ato de falar ou determinar algo diretamente e sim de analisar como funciona a mente do ser humano.

 

Ser direto e assertivo é importante, contudo, devemos levar em consideração a interpretação do interlocutor. Quem não ouviu falar da brincadeira telefone sem fio? Nessa dinâmica, uma frase passa de uma criança para outra, com um desfecho cômico da frase que torna-se totalmente distorcida. É uma analogia perfeita para as comunicações humanas: tudo o que se explica, mesmo que de forma precisa e detalhada, nem sempre chega ao interlocutor da forma como deveria e, geralmente, as pessoas entendem de forma incongruente. A forma mais efetiva de comunicação, então, é pedir feedback. Peça para que a pessoa explique o que entendeu, assim evitam-se muitos problemas.

 

Outro fator importante está relacionado ao conteúdo da mensagem. Entende-se que muitas vezes temos que cobrar algo ou falar coisas que não estão de acordo com o que a pessoa espera. Agora, temos outro agravante, como resolver este problema e ao mesmo tempo motivar as pessoas? O modelo tradicional de chefia exigia com rispidez para obter resultados. Partindo do pressuposto que criticar desestimula e imobiliza, percebemos a necessidade de reforçar aspectos positivos no outro, embora as pessoas sejam capazes e até mesmo brilhantes no que fazem, na maioria das vezes são emocionalmente frágeis e sensíveis a criticas.

 

Comece seu diálogo sempre com palavras de apreço e simpatia, busque identificar qualidades sinceras no outro e ressalte-as sempre. Depois de obter confiança, aperfeiçoará significativamente a comunicação. Não diga somente como fazer, mas apresente também às pessoas o objetivo de fazer. É necessário que outro entenda o propósito e acredite nele para desenvolver autonomia para pensar e dedicar-se com verdadeira pretensão.

 

A “chave” de qualquer comunicação eficaz é, sem duvidas, a habilidade de ouvir e fazer perguntas. Dar conselhos muitas vezes atrapalha o processo que leva a pessoa a pensar na solução. A motivação e clareza pra resolver problemas só nascem por meio de reflexões. Peça opinião, leve o outro a raciocinar. Compreenda que as pessoas só participarão do seu sonho, da sua ideia, se também sentirem-se importantes e especiais neste processo.

 

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Maternidade e Empreendedorismo: Como conciliar [Especial Dia das Mães]

Você acha difícil a vida de empreendedor? Então imagine conciliar o negócio próprio com um filho pequeno.

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Essa é a rotina da Dra. Francini, que é advogada efetiva na Prefeitura do município onde reside, além de ser advoga associada em uma empresa jurídica e também dona da sua própria unidade de franquia de Assessoria em Propriedade Intelectual. Tudo isso, ela intercala com a criação de sua filha de apenas 3 anos.

Essa realidade, porém, não é só da Francini, mas de milhares outras guerreiras-mães-empreendedoras, que podem nos ensinar muito com suas ricas experiências. Pensando nisso, a Primeiro Mundo disponibiliza a seguir pra você os desafios da maternidade e dicas valiosas para implantar na sua vida profissional:

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Como você lidou com a notícia da maternidade?

Eu penso que a maternidade pra maioria das mulheres é uma decisão (como foi pra mim) e eu tive a bênção de Deus de poder escolher ter esse filho no momento em que eu já estava decidida. Mas não posso dizer que estava preparada para ser mãe porque a gente nunca sabe, não existe uma escola de mães, e mesmo que existisse é o dia a dia que te ensina.

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Se tornar mãe e ter que trabalhar ao mesmo tempo: como é isso?

É algo que exige muita força da mulher, porque ao passo que a gente quer dar prioridade aos filhos nós também temos que dar prioridade ao trabalho e, além disso, a gente tem que cuidar de várias outras coisas como: a família no geral, a casa, e principalmente nós mesmas (o que é o aspecto mais deixado de lado e esquecido). Quando nos tornamos mães acabamos por nos esquecermos um pouco da mulher que somos, que queremos ser, e isso fica em outros planos.

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Qual o maior desafio em conciliar o trabalho com a maternidade?

Conciliar a maternidade com o trabalho é uma tarefa extremamente difícil, mas não impossível. É uma relação muito interessante e desafiadora para a mulher. Nós temos que dar prioridade, não necessariamente lato sensu, mas strictu sensu, são “micro-prioridades”; por exemplo: neste momento eu vou brincar com a minha filha, estar ali naquele momento 100% ou, neste momento eu vou dar prioridade ao meu trabalho e devo estar focada 100% nele. Acho que esse é o maior desafio, poder focar no trabalho, deixar a mente limpa para as ideias empreendedoras, e ao mesmo tempo ter a segurança de que o filho está bem.

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Pela sua experiência, quais as características que uma mulher tem que desenvolver para conseguir ser mãe e administrar o trabalho ao mesmo tempo?

Temos que saber que horários são importantes, manter foco nos resultados, manter uma rede relacionamento social, até mesmo a fim de alavancar e fechar novos negócios e, ao mesmo tempo, temos que dar a atenção às crianças. Saber administrar tudo isso é a característica mais necessária; porque a criança hoje não quer vestir o uniforme branco (ela quer o azul ou o rosa), em outro dia o sapato da Frozen não dá pra usar porque não serve mais e você tem que convencer ela a usar o da Minnie à tempo de chegar na creche, a hora de escovar os dentes hoje não é legal, tudo isso exige muito de você, principalmente paciência e jogo de cintura.

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Vale a pena investir na maternidade ao mesmo tempo que quer investir na carreira ou em empreender?

Apesar de todas essas dificuldades há um retorno que não tem preço, a gente aprende muito com a maternidade e acaba aplicando isso no mundo dos negócios também. Por isso é muito importante considerar que a mulher, depois que tem filhos, acaba apresentando um rendimento bem maior na vida profissional do que antes de ser mãe.

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Qual conselho você quer deixar para as mulheres que estão lendo essa entrevista?

A dica que fica é pra manter o foco nessas “micro-prioridades”, aprender a se permitir estar “aqui e agora”. E também não deixar de empreender porque a maternidade não te prende, ela te liberta! No momento em que somos mães Deus nos toca, literalmente. E uma mãe é capaz de tudo, uma mulher depois que se torna mãe ela tem mais ideias, apesar de mais cansada ela fica mais proativa, mais aberta, e consegue também ter uma relação muito melhor com o outro.

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Você é uma mãe empreendedora ou conhece alguém que se identifica com as experiências acima? Comenta aqui embaixo compartilhando conosco os desafios que são enfrentados no dia a dia ou dicas pra quem pensa em seguir o mesmo caminho.