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Transformando vidas com inovação e PI

 

A jornada da professora Joana d’Arc Félix de Sousa como inventora surgiu de suas experiências infantis do curtume perto de sua casa. Filha de curtidor e empregada doméstica, a professora Félix de Sousa, formada em Harvard, foi aclamada nacionalmente no Brasil como defensora do ensino de ciências e por seu trabalho em permitir que jovens de comunidades marginalizadas percebam seu potencial para inventar, criar e tornar-se empreendedores.

 

A professora de química, detentora de várias patentes relacionadas de alguma forma ao setor coureiro-calçadista, discute sua pesquisa atual e compartilha sua opinião sobre a importância da educação científica e o papel que os direitos de propriedade intelectual podem desempenhar no fortalecimento do panorama de inovação do Brasil e no desempenho econômico de longo prazo.

 

 

No que você está trabalhando no momento?

Estamos trabalhando em vários projetos de pesquisa. Um deles é procurar maneiras de criar uma pele artificial com diferentes níveis de pigmentação. Outro é a exploração do uso de tecido ósseo artificial para remodelação, reconstituição e transplante ósseo. Um terceiro projeto é o desenvolvimento de gengiva artificial para corrigir defeitos estéticos. E também estamos desenvolvendo tecidos antimicrobianos para confeccionar roupas para pacientes e equipes médicas para minimizar infecções hospitalares.

 

 

Como você gostaria de ver o cenário da inovação evoluir no Brasil?

Eu gostaria de ver o governo revisar sua abordagem à educação. Com o corte no orçamento federal da ciência, a comunidade de pesquisa do Brasil não pode mais depender apenas de financiamento do governo ou de dinheiro público. Temos que trabalhar com o setor privado e com a indústria. Embora isso possa ser difícil, não é impossível.

 

A melhor colaboração da indústria pode ajudar a transformar o panorama de inovação do país e impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a atividade nacional de patenteamento. “Ao proteger seu trabalho com direitos de propriedade intelectual, os cientistas podem obter um retorno sobre o tempo, a energia e o investimento feito para desenvolvê-lo” afirma a Professora.

 

O Brasil precisa investir no fornecimento de educação básica de qualidade. Isso significa investir em infraestrutura e em professores e treinamento de professores. Os formuladores de políticas também precisam elaborar uma política coerente para ciência, tecnologia e inovação e definir áreas prioritárias de ação.

 

 

Por que é importante que os inventores estejam cientes do sistema de PI?

Os cientistas, pesquisadores e inventores precisam estar cientes de PI para que possam proteger o novo conhecimento que criam e estejam em condições de licenciar e comercializar esse conhecimento para apoiar outras iniciativas de pesquisa. Os cientistas tendem a publicar seu trabalho e dar pouca atenção a protegê-lo com direitos de PI. Isso os deixa expostos. Se alguém com bolsos mais fundos faz o seu trabalho, aplica-o e ganha dinheiro com ele, ele não tem meios legais de reivindicar qualquer retorno financeiro resultante da tecnologia desenvolvida por não protegê-lo com direitos de propriedade intelectual.

 

Com uma patente em mãos, os inventores podem comercializar sua tecnologia e decidir os termos pelos quais transferi-la, por meio de um acordo de licenciamento, por exemplo. Protegendo seu trabalho com direitos de propriedade intelectual, os inventores podem obter um retorno sobre o tempo, a energia e o investimento feito para desenvolvê-lo. Podem até gerar um excedente para fazer novos investimentos em sua área de conhecimento.

 

 

O que precisa ser feito para melhorar os níveis de conscientização de PI entre os jovens brasileiros?

Infelizmente, poucos jovens brasileiros sabem sobre PI. No entanto, é muito importante que eles entendam que a PI é um elo entre conhecimento, desenvolvimento tecnológico e comércio. Eles também precisam saber como proteger o novo conhecimento que criam e que, usando o sistema de PI, podem recuperar o tempo, a energia e o esforço investidos em sua criação.

 

Criar novos conhecimentos envolve muito investimento e os direitos de PI são a melhor maneira de recuperar esse valor. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil tem um papel importante a desempenhar na melhoria dos níveis de conscientização de PI entre os jovens. Palestras ou minicursos que enfatizem as vantagens de proteger o conhecimento nas escolas em todo o Brasil seriam muito úteis nesse sentido.

 

 

O trabalho com jovens e o projeto CurtEENDEDORISMO

Eu montei o projeto CurtEENDEDORISMO na Escola Técnica Estadual (ETEC) em Franca, em 2013. A cidade é conhecida por seu setor de calçados e sofre com altos níveis de poluição ambiental, desemprego, pobreza e analfabetismo.

 

O projeto envolve jovens, particularmente aqueles de origem desfavorecida, e tenta despertar seu interesse pela inovação, criatividade e empreendedorismo. Eu prefiro trabalhar com jovens socialmente vulneráveis – aqueles envolvidos no tráfico de drogas e prostituição – porque eles são frequentemente marginalizados. O projeto visa reduzir as taxas de abandono escolar e aumentar a autoestima dos alunos; abre os olhos para toda uma gama de oportunidades de emprego e geração de renda.

 

Desenvolvimento de fertilizantes orgânicos e organominerais a partir de resíduos sólidos do setor coureiro-calçadista e cimento verde, ecoeficiente, que reduz o consumo de energia e as emissões de dióxido de carbono, projeto da Professora Joana d’Arc Félix de Sousa.

 

 

Que tipo de impacto o projeto está tendo?

Até 2017, cerca de 100 alunos foram beneficiados pelo projeto. Alguns deles ajudaram a inventar novas tecnologias, enquanto outros melhoraram as tecnologias existentes com suas inovações. Este ano, 20 alunos estão se beneficiando de bolsas de iniciação científica e estão desenvolvendo 15 novas invenções. As bolsas e os projetos de pesquisa são financiados pelo setor privado.

 

Meu objetivo é replicar o projeto em todo o Brasil. Incluir os jovens nas atividades de iniciação científica ensina-lhes habilidades fundamentais, como o raciocínio lógico, que os servirão bem em suas vidas profissionais, seja na indústria ou na academia. Os alunos também são um importante indicador da qualidade dos cursos oferecidos e do desempenho dos professores. Eles são um componente essencial do nosso modelo pedagógico.

 

 

Que conselho você tem para os jovens com aspirações de inventar ou criar?

Nunca desista dos seus sonhos. Se você fizer isso, você reduz as chances de encontrar a felicidade e aumenta as chances de decepção e frustração. Sempre defina metas e continue trabalhando para alcançá-las. Ignore aqueles que não acreditam na sua capacidade de realizar o seu sonho. Independentemente dos obstáculos que surgirem, mantenha um pé na frente do outro e siga em frente.

 

Os jovens precisam entender que podem ser bem-sucedidos por meio do aprendizado. Habilidades podem ser aprendidas. Isso significa que todos os jovens podem alcançar seus objetivos. Eu sou um exemplo vivo disso. Passei por inúmeras dificuldades, preconceitos e humilhações, mas nunca parei de sonhar. Tenha fé e use seus contratempos como ferramentas para ganhar na vida.

 

 

Por Catherine Jewell, Divisão de Comunicações, WIPO

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Para sua empresa crescer

Como as coisas mudaram. Quando eu era um rapaz, (muito tempo atrás) eu e meus companheiros tínhamos aspirações de ser jogadores de futebol, pilotos ou astronautas.

 

Hoje, para as crianças de 4 a 16 anos de idade, as escolhas de carreira de sonho incluem celebridade do YouTube, designer de videogame e atleta de esportes eletrônicos (aparentemente, isso é jogar jogos de computador). É bom ver que alguns trabalhos mais tradicionais ainda aparecem na lista (fonte: Bidvine.com) como médicos e enfermeiros, bombeiros e policiais.

 

Surpreendentemente não há menção de advogado de propriedade intelectual no top 10, mas é encorajador que o empreendedor esteja lá no número 5. Isso pode ser por causa de programas como Dragons Den ou o Aprendiz ou inspiração de membros da família que começaram ou correram seu próprio negócio.

 

Na Companies House, produzimos recentemente alguns estudos de caso curtos mostrando pequenas empresas. Descobrimos a inspiração por trás de cada negócio e como cada um deles começou sua jornada. Uma das perguntas que fizemos a cada empresa foi:

 

“Qual é a melhor coisa sobre ser proprietário de uma pequena empresa?”

 

Ambas as empresas apresentadas responderam que é a flexibilidade de poder gerir o seu próprio tempo. Mas junto com essa liberdade e flexibilidade, há muitos desafios legais com os quais você não precisa se preocupar se trabalhar para outra pessoa.

 

Para muitas empresas, a escolha do nome de uma empresa parece levar pouco ou nenhum pensamento. Eu estou em Florianópolis e vou abrir uma lanchonete, então “Floripa Sanduicheria Bar” não é nada difícil de pensar. Verifique o nome no Google e você não tem segundos pensamentos sobre isso.

 

Essa abordagem certamente não é o caminho recomendado. Nossos estudos de caso são exemplos primordiais disso. Trabalhando com Matt e Sofia na Hard Lines, veio à tona que essa não era a escolha original do nome.

 

Por cerca de 6 meses dirigiram um negócio com sucesso com o nome Outpost. Eles usaram o verificador de nome para certificar-se de que o nome estava livre para registrar e, em seguida, formaram a empresa. O que não conseguiram foi verificar o banco de dados de marcas registradas do INPI. Não demorou muito para que uma carta chegasse à sua porta informando que eles estavam infringindo a marca de outra pessoa.

 

Felizmente para eles, estavam prestes a abrir uma segunda loja, de modo que possuir uma marca que os permitisse controlar seu uso era essencial no futuro. A mudança de nome veio no momento certo e, nesta ocasião, eles verificaram o nome da empresa e a marca estavam disponíveis.

 

Para o nosso segundo estudo de caso, Nicole, da creche Lullabyz, já havia recebido conselhos da família de que uma marca era uma mercadoria importante. Como Nicole diz:

 

“Tornar-se uma companhia limitada nos deu uma rede de segurança se as coisas dessem errado, mas possuir o nome também era essencial para nós. Apresentar uma marca registrada foi uma das primeiras coisas que fizemos.”

 

Creche Lullabyz – Nicole Reed

Muitas pequenas empresas tendem a negligenciar a propriedade intelectual em seus negócios até que algo dê errado. Ser como Matt e Sofia e buscar conselhos será benéfico a longo prazo.

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Descubra a relevância econômica e empresarial de uma marca registrada

Do ponto de vista da gestão empresarial, a marca transcende o marketing e está relacionada a outros aspectos-chave do negócio. Entre esses aspectos estão a atração e a retenção de talento, as percepções de analistas sobre o negócio, o relacionamento e alavancagem do fornecedor, bem como a sua cobertura pela mídia.

 

A marca simboliza para o consumidor algumas características da empresa fabricante do produto ou fornecedora do serviço, tais como a reputação, controle de qualidade, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, qualidade do design do produto e a qualificação dos profissionais que prestam o serviço. Ela permite que o consumidor associe esses atributos aos produtos e serviços identificados por ela.

 

Consumidores satisfeitos com um determinado produto ou serviço voltam a comprá-lo ou a usá-lo. Para que isso seja possível, é necessário que eles sejam capazes de diferenciar produtos e serviços idênticos ou semelhantes da concorrência. Assim, a função essencial da marca nas estratégias comerciais e publicitárias das empresas é facilitar ao consumidor a sua identificação e diferenciação do produto ou serviço desejado.

 

Por meio de uma consistente estratégia de branding, uma marca legalmente protegida, bem selecionada e desenvolvida no mercado passa a ser um importante patrimônio para a empresa. Para algumas delas pode até se constituir como o seu ativo mais precioso.

 

No ranking de 2009 das marcas mais valiosas do mundo, feito pela empresa Interbrand, mais uma vez a Coca-Cola® se manteve em primeiro lugar, com um valor de US$ 68.734 bilhões de dólares; em segundo, a IBM® com US$ 60.211bilhões; e a empresa Microsoft®, em terceiro lugar com um ativo associado à marca no valor de US$ 56.647 bilhões. No mercado da América Latina, entre as 10 marcas mais valiosas em 2008, cinco são brasileiras, que juntas somam aproximadamente 26 bilhões de dólares (1º, Itaú®; 2º, Bradesco®; 3º, Banco do Brasil®; 7º, Petrobras®; e 9º, Unibanco®).

 

Isso ocorre porque os vultosos investimentos em comunicação levam os consumidores a associarem o símbolo a uma reputação, imagem e conjunto de qualidades que eles valorizam. Tais clientes estão dispostos a pagar mais por um produto que leve essa marca. Assim, possuir uma marca com boa imagem e reputação no mercado já coloca a empresa em posição vantajosa em relação à concorrência.

 

 

Quais vantagens o registro da marca traz à empresa?

Pequenos e médios empresários podem pensar que o registro da sua marca (seja da empresa ou dos produtos) é extremamente caro e que é um gasto desnecessário, mas esse pensamento está completamente equivocado, já abordamos sobre esse assunto no nosso artigo “Como uma marca registrada gera lucro à sua empresa”.

 

Confira abaixo algumas das muitas vantagens do registro de marca:

  • Possibilita que os consumidores diferenciem produtos semelhantes;
  • Permite que as empresas promovam seu portfólio de produtos e serviços;
  • É importante para a comercialização e é a base para o estabelecimento da imagem e reputação de uma linha de produtos no mercado;
  • Pode ser licenciado e fornecer uma fonte alternativa de receita por meio de pagamento de royalties;
  • É um elemento fundamental nos acordos de franquia;
  • Pode ser um ativo comercial de valor;
  • Incentiva os empresários a investirem na manutenção ou no aprimoramento da qualidade dos seus produtos;
  • Pode ser útil para a obtenção de financiamentos.

 

É possível que você como empresário (a) até hoje nunca tivesse parado para pensar no quanto uma marca registrada pode ser relevante economicamente para a sua empresa, mas depois de ter lido esse artigo não há desculpas para deixar de lucrar com uma marca registrada! Entre em contato conosco e agende uma pesquisa gratuita para verificar a disponibilidade de registro da sua marca através do nosso aplicativo: http://bit.ly/2wz3oIl

 

 

 

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Este texto foi extraído da Cartilha sobre Proteção e Negócios com Bens de Propriedade Intelectual feita pelo INPI em parceria com a Confederação Nacional da Indústria.

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Os 5 maiores erros que startups cometem

Começar um novo negócio é uma tarefa nada fácil. Ser empreendedor exige paixão, determinação e perseverança obstinada pela determinação de ter sucesso. Entrando no 27º ano de prática legal, temos o grande privilégio de representar muitas startups e testemunhar as provações e tribulações associadas ao lançamento de um negócio de sucesso.

 

Às vezes, essas empresas crescem além das expectativas e alcançam grande sucesso, mas às vezes elas fracassam. Há várias razões pelas quais startups promissoras não conseguem alavancar, mas as razões mais comuns podem te surpreender.

 

Quando se trata de empresas e sua PI (que significa propriedade intelectual, ou seja: criações, invenções, projetos, marcas e produtos), muitas empresas jovens não reconhecem a amplitude de seus potenciais ativos de PI ou não apreciam sua importância. Embora seja totalmente evitável, há vários erros que impedem as startups de crescer.

 

Aqui estão cinco dos maiores erros, em ordem decrescente, que testemunhamos na prática que os outros não devem ignorar:

 

 

  1. Uma abordagem de “faça você mesmo” para questões de PI

Este assassino silencioso de empresas jovens é compreensível. Para algumas startups, o financiamento pode ser escasso ou incipiente, forçando o empreendedor-fundador (s) a assumir tarefas com pouca ou nenhuma capacidade (ou experiência) para lidar com elas.

 

Para outros, a corrida ao mercado supera uma abordagem mais metódica. Uma abordagem  de “faça você mesmo” (DIY) é, na melhor das hipóteses, arriscada. Os direitos de propriedade intelectual (PI) exigem uma mão habilidosa e orientação apropriada de um advogado qualificado de PI. Empreendedores experientes geralmente entendem a importância de tal orientação e antecipam suas necessidades de PI.

 

Mas para empresas jovens e menos experientes, isso pode ser terreno perigoso. As empresas iniciantes precisam envolver o conselho de PI qualificado para ajudar a identificar as necessidades e orientar as soluções para a empresa desde o início. E acredite ou não, isso não é muito caro!

 

Não há desculpa para não ter uma consulta inicial com um agente de PI qualificado. Sem dúvida, tal consulta ajudará a estabelecer as bases para os direitos de PI que a startup pode ter (ou buscar) e suas necessidades de PI. No mínimo, ele irá equipar a empresa com uma compreensão do que precisa fazer para que possa planejar adequadamente.

 

 

  1. Base de documentos imprópria (e incompleta)

Esse problema atormenta a maioria das startups, por diversos motivos. Seja por formulários recebidos de outros colegas ou por uma extensão natural da abordagem faça você mesmo descrita anteriormente, deixar de manter os documentos da empresa em ordem é perigoso. E quando se trata de propriedade intelectual, pode ser fatal.

 

Por exemplo, o fundador de uma startup de tecnologia pode procurar usar um contrato de não divulgação pro forma (NDA) com investidores em potencial ou, melhor ainda, desenvolvedores em potencial. Com demasiada frequência, a startup dá pouca ou nenhuma consideração sobre como tal acordo pro forma define “informação confidencial”, seus termos e, na verdade, o que inclui, o que exclui e sua duração.

 

 

Formulários padrão raramente funcionam, e essa é uma área em que o aconselhamento legal qualificado é absolutamente necessário.

 

 

  1. Ignorar práticas padrão de PI do mercado

Este é um dos erros mais perigosos que um negócio de startup pode cometer. Como descrito acima, os direitos de PI protegem coisas diferentes e, em alguns casos, não podem ser adquiridos, a menos que etapas específicas sejam tomadas. Por exemplo, uma startup não pode se beneficiar da proteção de seus segredos comerciais, a menos que tome medidas específicas para proteger o sigilo de tais informações.

 

No que diz respeito a marcas registradas, no mínimo, as startups precisam garantir que realizaram uma pesquisa de marca registrada para ver se a marca proposta já está sendo usada por (ou é confusamente similar a) a de outra empresa. Frequentemente, tais práticas são procedimentos operacionais padrão, mas para muitas startups, os diretores ignoram essas práticas desde o início, seja porque não sabem ou porque estão muito ocupados avançando com o lançamento de produtos ou serviços.

 

Abordar essas necessidades mais tarde (em vez de mais cedo) é uma proposta arriscada e geralmente se assemelha à triagem de ativos PI – quando uma startup não tem escolha senão se concentrar em proteger ativos de maior valor – em vez de uma estratégia de PI coerente. Ignorar a prática de PI padrão nunca é uma boa solução e geralmente resulta em direitos de PI limitados (ou até mesmo eliminados). O resultado: ser proativo na implementação de práticas de PI padrão durante todo o processo de pré-lançamento. Não fazê-lo pode até entrar em conflito com representações para investidores credenciados.

 

 

  1. Falhar em implementar controles de confidencialidade apropriados

Embora a maioria das startups use alguma forma de NDA (do inglês “Non Disclosure Agreement” — um acordo em que as partes que o assinam concordam em manter determinadas informações confidenciais), essa documentação pro forma raramente atende às suas necessidades reais. Um problema maior, no entanto, é o uso inconsistente da documentação apropriada e a falha em iniciar (ou impor) controles.

 

Por exemplo, uma startup de tecnologia pode inadvertidamente divulgar informações confidenciais para um desenvolvedor de contrato sem um NDA assinado em vigor. Ou, a empresa pode ter um contrato de desenvolvimento para uso com o desenvolvedor, mas falha ao incorporar uma declaração de trabalho finalizada descrevendo os requisitos de desenvolvimento e os marcos como parte do contrato executado.

 

Os resultados de ignorar tais controles razoáveis são quase sempre dolorosos. A última coisa que uma empresa jovem precisa é um litígio que poderia ter sido evitado pela implementação (e aplicação) de controles internos razoáveis. Contencioso é um processo caro, mas eminentemente evitável.

 

 

  1. Falha ao criar e implementar uma estratégia de PI

O fracasso em desenvolver (ou executar) uma estratégia de PI bem pensada muitas vezes se mostra fatal para as startups. Este é o maior erro que as startups fazem da minha perspectiva. As empresas jovens comumente desenvolvem todos os tipos de planos – planos de negócios para obter capital de investimento, planos de marketing, planos de recrutamento e até mesmo estratégias de otimização de mecanismos de pesquisa – então por que eles geralmente ignoram um plano para abordar alguns dos ativos mais valiosos de sua empresa?

 

Uma série de razões vem à mente, mas a mais comum é o seu zelo para chegar ao mercado. Na pressa de comercializar o produto, a maioria das startups não toma as medidas necessárias para identificar e proteger seus ativos de PI. Uma abordagem fragmentada da proteção à PI quase sempre custa muito mais do que o previsto para efetivamente proteger muito menos do que o esperado.

 

As startups devem sempre – sempre – antecipar o tempo com o conselho de PI qualificado para delinear seus ativos de IP existentes e contemplados e desenvolver um plano de ação para adquiri-los e protegê-los. Ao fazê-lo, uma empresa pode obter um valor significativo dos ativos de PI que cria e pode proteger-se da possível exposição a infrações de terceiros. Simplificando, se você não planeja, planeje falhar.

 

Se você faz parte de uma startup ou está aconselhando uma, esses problemas são reais. Mas eles podem ser evitados se medidas proativas apropriadas forem tomadas. O termo chave aqui é “proativo”. Desde o início, as startups precisam tomar medidas razoáveis para ajudar a estabelecer as bases para seu sucesso futuro e evitar problemas com ativos de IP.

 

Sim, há custos associados a isso, mas esses custos são mínimos em comparação com os custos de não tomar as medidas adequadas. Aproveite o tempo para contratar um assessor qualificado de propriedade intelectual, criar um plano de propriedade intelectual e executá-lo ao longo do tempo. O sucesso do seu negócio depende disso.

 

 

Por Tom Kulik.

 

* Tom Kulik escreve regularmente sobre questões legais relacionadas à tecnologia. Veja sua coluna semanal em AboveTheLaw.com e seu blog em www.legalintangibles.com.

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O que são segredos comerciais e quem pode se beneficiar deles

Cofre em Atlanta, onde fica guardado a fórmula da coca-cola, que é um segredo comercial

 

Hoje em dia já existem instrumentos jurídicos criados com intuito de proteger os segredos comerciais e prevenir a concorrência desleal. Práticas como a espionagem industrial, por exemplo, é crime e pode ser punida com multas ou detenção de 3 meses a um ano.

 

 

O exemplo clássico de proteção por segredo é a fórmula da Coca-Cola. Já no campo dos softwares, o algoritmo mais famoso que utiliza a estratégia de segredo industrial é o motor de busca do Google. Diversas pessoas sabem mais ou menos como funciona (e desenvolvem estratégias de SEO – Search Engine Optimization através do que é de conhecimento público), mas pouquíssimas pessoas têm acesso ao código / algoritmo completo.

 

 

Apesar do nível de proteção dos segredos industriais não ser o mesmo da proteção de patentes e direitos autorais, essa estratégia de proteção tem algumas vantagens.

 

 

Mas, afinal, o que são segredos comerciais?

 

Segredos comerciais incluem qualquer informação comercial valiosa que deriva seu valor do sigilo. Segredos comerciais podem ser muito valiosos para você se você desenvolveu uma nova tecnologia, projetou produtos originais, criou a receita perfeita, ou tem uma mina de ouro de customer data.

 

Basicamente, um segredo comercial é uma informação valiosa mantida em segredo pelo seu negócio, no sentido de que se a concorrência fosse colocar as mãos nesta informação confidencial, seria prejudicial para o seu negócio.

 

Geralmente, os segredos comerciais são usados ​​para:

 

  • Certificar-se de que uma invenção ou projeto não será divulgado ao público antes de ser aplicado por patente ou desenho industrial;
  • Proteger uma invenção através de outros meios que não proteção de patente;
  • Proteger informações comerciais valiosas que não estejam formalmente protegidas através de outros direitos de propriedade intelectual.

 

 

Como os segredos comerciais são protegidos

 

Ao contrário das patentes, os segredos comerciais são protegidos sem registro, isto é, segredos comerciais são protegidos sem formalidades processuais. Consequentemente, um segredo comercial pode ser protegido por um período ilimitado de tempo.

 

Por isso a proteção dos segredos comerciais pode parecer particularmente atrativa para as pequenas e médias empresas. Existem, no entanto, algumas condições para a informação ser considerada um segredo comercial. Essas condições variam de país para país, mas existem alguns padrões gerais que são referidos no art. 39 do Acordo sobre Aspectos Relacionados ao Comércio de Direitos de Propriedade Intelectual (Acordo TRIPS). A informação deve:

 

  • Ser secreta (isto é, não é geralmente conhecido entre, ou facilmente acessível a círculos que normalmente lidam com o tipo de informação em questão);
  • Ter valor comercial porque é um segredo;
  • Ser sujeita a medidas razoáveis ​​pelo titular legítimo da informação para mantê-la secreta (por exemplo, através de acordos de confidencialidade).

 

O segredo comercial é um tipo de propriedade intelectual que se beneficia de uma proteção legal do que outros tipos de propriedade intelectual. Por exemplo: desenhos industriais ou direitos autorais têm sido frequentemente protegidos sob cláusulas de segredos comerciais porque oferecem pré-requisitos menores para se ter a proteção da lei.

 

Ficou interessado com os benefícios que o segredo comercial pode trazer para sua empresa e identificou que precisa proteger a sua invenção? Entre em contato conosco, nós podemos te ajudar!

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Completamos 26 anos de atuação no mercado nacional e internacional

Aniversário de 26 anos da Primeiro Mundo Registro de Marcas, a empresa atua há mais de duas décadas com registro de marcas, patentes, direitos autorais entre outros serviços de assessoria a empresas no Brasil e em mais 170 países.

 

 

Neste domingo (1), a Primeiro Mundo do Brasil concluiu mais um ano de história completando seus 26 anos de atuação.

 

Desde junho de 1992 a empresa vem conquistando seu espaço no mercado brasileiro e também no internacional, dispondo de assessoria em vários outros países. Com uma vasta gama de serviços oferecidos, a Primeiro Mundo já ajudou milhares de empresários em questões relacionadas a registro de marcas, patentes, desenhos industriais, direitos autorais, registro de aplicativos, formatação de franquias, branding e muito mais.

 

Até hoje, foram mais de 5 mil marcas encaminhadas ao INPI através da assessoria da Primeiro Mundo, e outras centenas de patentes e direitos autorias.

 

Um dos diferenciais que tem feito a empresa se destacar no mercado e que tem permitido suas quase três décadas de sucesso é o know-how altamente especializado e diferenciado dos concorrentes.

 

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Esses 4 fatos provam a importância de registrar sua marca

Ainda há milhares de empreendedores por todo o Brasil que sequer sabem a importância (financeira, competitiva e diferencial) do registro de sua marca. Porém, no cenário atual onde o mercado tem estreitado as oportunidades devido a situação econômica do país, informação é um diferencial de extrema importância para se manter em um negócio lucrativo.

Por isso, expomos a seguir, de maneira simples e direta, quatro fatos que vão mudar a sua visão sobre a marca do seu empreendimento, projeto ou produto. Continue lendo para descobrir sobre:

  • As vantagens competitivas de registrar sua marca;
  • Quem pode registrar uma marca;
  • Os prejuízos que podem advir do não-registro.

Sem mais demora, vamos, então, ao primeiro fato:

Fato #1 – Mesmo com o registro da empresa na Junta Comercial, você precisa registrar a marca no INPI

Isso porque o registro na Junta Comercial tem abrangência estadual, já a marca registrada no INPI tem abrangência nacional. Em algumas situações o registro da marca no INPI pode cancelar o registro na Junta Comercial enquanto que o inverso não é possível. O registro na Junta Comercial, dependendo do caso, até pode ajudá-lo a não perder a marca, mas obrigatoriamente você precisará registrá-la no INPI.

 

Também é importante lembrar que uma empresa pode ter quantas marcas registradas quiser, porém só uma razão social, pois são coisas diferentes, com funções diferentes.

 

 

Fato #2 – Você pode registrar sua marca mesmo sem ter uma empresa

É isso mesmo! Os profissionais liberais, por exemplo, podem comprovar facilmente o exercício da atividade. Portanto advogados, engenheiros, arquitetos, dentistas, contabilistas e muitos outros podem registrar marcas para serviços (não para produtos). Mas esse registro deve ser vinculado à atividade que exercem; um engenheiro não pode registrar uma marca para o “produto” cimento ou para confecções; somente para “serviços de engenharia”.

 

Já os produtores agrícolas (com registro no INCRA) podem registar marcas para animais vivos (frangos, por exemplo), para horti-fruti (in natura), etc… Músicos podem registrar seus nomes artísticos ou nome de sua banda/grupo, os produtores de eventos para seus eventos (shows, seminários, festas, etc…) e os designers/webdesigners podem registrar a marca de seu estúdio/escritório/agência.

 

Mas a regra não vale apenas para os profissionais liberais. A exigência do INPI é que você comprove que exerce a atividade licitamente. Então, se você for, por exemplo, organizador de eventos, poderá fazer o registro da marca dos eventos que criou, o mesmo vale para todas as profissões não regulamentadas.

 

 

Fato #3 – Se ainda não tem o registro da marca, você está perdendo vantagens competitivas importantes no mercado

Basicamente a marca é registrada de forma defensiva ou ofensiva. Ou seja, você pode registrar uma marca para evitar que alguém tente impedi-lo de usá-la (caso das pequenas empresas) ou para evitar que os outros usem essa marca (geralmente estratégia de empresas médias e grandes).

 

Entre os problemas que uma marca sem registro pode trazer está a possibilidade de ser processado, ter que mudar a marca e ainda pagar uma indenização para outra empresa.

 

Quanto aos benefícios diretos, só uma marca registrada pode gerar receita através de licenciamento, franquia ou venda (do registro).  Somente uma marca registrada pode ser avaliada, contabilizada e, se for o caso, utilizada como garantia bancária para empréstimos, financiamentos, operações internacionais, etc.

 

O registro da marca no Brasil lhe dá vantagens caso queira proteger sua marca em outros países. Não há proteção automática, mas o registro no país de origem é fundamental caso haja uma disputa pela marca no exterior.

 

 

Fato #4 – Podem haver grandes prejuízos em casos de uso de marca não registrada

É comum pessoas usarem nomes já registrados em seus negócios apenas por não saberem que existe outra igual, ou por não terem conhecimento das Leis de Propriedade Industrial e Intelectual.

 

O que acontece é que há chances de, se houver uso de uma marca de empresa/produto/projeto que seja registrada no INPI, sua empresa pode ser processada por uso indevido de marca e o autor do processo poderá solicitar indenização. Essa indenização varia entre 3% e 5% do faturamento bruto de sua empresa nos últimos cinco anos.

 

Caso ele somente solicite que você pare imediatamente de usar, isso pode ser exigido com um, dois ou mais dias, a critério do proprietário da marca, cabe ao juiz concordar ou não com esse prazo. Nesse caso, você terá que desembolsar os valores referentes à impressos, fachada, notas fiscais, veículos adesivados, etc.

 

Clique aqui para entrar em contato com um de nossos especialistas e saber mais sobre as vantagens competitivas do registro de uma marca.

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Facebook abre centro de inovação em São Paulo

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A gigante de tecnologia lançou oficialmente o Espaço Hack, em São Paulo. Centro terá capacitação em tecnologia e aceleração de negócios sociais.

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Esta academia de ginástica flutuante navega por Paris

Batizada de Paris Navigating Gym, embarcação permite que as pessoas façam exercícios e contemplem a cidade ao mesmo tempo

Curioso para ver mais detalhes de como será a academia flutuante? Esse vídeo tem animações que demonstram um pouco mais de como o projeto irá funcionar:
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Amazon começa a vender eletrônicos no Brasil

A nova loja, que entrou no ar no primeiro minuto desta quarta-feira, já nasce com 110.000 itens ofertados, segundo a empresa, por “milhares de vendedores”