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Por que o direito autoral é importante

O Brasil é rico em invenções e novas ideias, porém, nem todos inventores protegem suas criações da maneira correta a fim de preservá-las e, caso queiram, ter retorno financeiro a partir delas. Neste artigo, apresentamos o que são Direitos Autorais e qual a relevância deles para a sociedade.

 

 

O que é direito autoral?

 

É o direito que decorre basicamente da autoria de obras intelectuais no campo literário, científico e artístico, de que são exemplos: desenhos, pinturas, esculturas, livros, conferências, artigos científicos, matérias jornalísticas, músicas, filmes, fotografias, software, entre outros.

 

A Convenção de Berna, de 1886, marco internacional relativo à proteção das obras literárias e artísticas, fixou um critério de reciprocidade entre os países signatários para o reconhecimento da autoria dos trabalhos criados por nacionais de qualquer dos países membros, ou que tenham publicado pela primeira vez sua obra em um dos países signatários. Assim, uma obra publicada, além de estar protegida em seu território nacional, está simultaneamente protegida em todos os países signatários da Convenção de Berna, que inclui o Brasil.

 

A definição do que é publicação varia conforme a natureza da obra e presume que esta seja posta à disposição do público. No Brasil o direito autoral é regulamentado pela Lei nº 9.619/98. No âmbito desta Lei estão protegidos os direitos de autor, os direitos conexos e os programas de computador.

 

É fundamental esclarecer que o direito autoral não protege as ideias de forma isolada, mas sim e tão somente a forma de expressão da obra intelectual. Isto quer dizer: a forma de um trabalho literário ou científico é o texto escrito; da obra oral, a palavra; da obra musical, o som; e da obra de arte figurativa, o desenho, a cor e o volume etc. Portanto, a obra objeto do direito autoral tem que, necessariamente, possuir um suporte material.

 

 

Que benefício o direito autoral traz para a sociedade?

 

Diariamente as pessoas estão expostas à cultura, de tal forma que nem sequer tomam consciência de onde ela vem. As pessoas leem jornais, revistas, livros, ouvem música e programas de rádio, estudam com livros-textos e artigos científicos, usam programas de computador, assistem à televisão, vão ao cinema, ao teatro, a concertos, a shows e visitam galerias de artes. Todos esses produtos da criatividade são concebidos para beneficiar a sociedade, enriquecer a cultura e contribuir para o desenvolvimento do ser humano. Assim, esses bens intelectuais são criados para educação, diversão e apreciação, melhorando a qualidade de vida de todos.

 

As obras criativas não servem apenas para o desfrute no âmbito pessoal. Em uma dimensão mais abrangente, seu conjunto forma a herança cultural de um povo, fazendo parte da identidade de uma nação. Cada pessoa tem o direito de sentir orgulho de um grande ator, músico, cientista, escritor, jornalista, pintor e suas obras de sucesso dentro e fora do seu país. Uma herança cultural forte pode também contribuir para o turismo de uma região, por meio da promoção de festivais de música, de cinema, de danças, de livros, exibição de artes e outras atrações resultantes da criatividade humana.

 

A Lei do Direito Autoral possibilita que o autor de uma obra possa receber crédito por seu trabalho, bem como remuneração por sua criatividade. A proteção desses direitos provê as bases para autores continuarem criando suas obras e, conjuntamente com toda a cadeia produtiva do setor, obterem justa recompensa financeira por isso. Este ciclo virtuoso favorece a criatividade humana e geração de riqueza para a sociedade.

 

De maneira geral, a contribuição econômica da chamada indústria cultural para o crescimento e desenvolvimento de um país é considerável. É estimado que o impacto do valor agregado pela indústria da cultura varie de 3 a 6% do produto interno bruto (PIB) de uma nação. O segmento cresce a uma taxa superior à da economia, além de oferecer um número crescente de novos empregos.

 

 

 

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Este texto foi extraído da Cartilha sobre Proteção e Negócios com Bens de Propriedade Intelectual feita pelo INPI em parceria com a Confederação Nacional da Indústria.

 

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Em busca do ouro: PI e esportes

Todo dia 26 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Propriedade Intelectual para aprender sobre o papel que os direitos de propriedade intelectual (PI) desempenham no incentivo à inovação e à criatividade.

 

O impulso para testar nossas habilidades, a emoção da competição e a admiração que sentimos ao observar pessoas comuns realizando proezas extraordinárias, alimentaram nossa fascinação pelo esporte por milhares de anos.

 

A campanha do Dia Mundial da Propriedade Intelectual deste ano – Going for Gold – analisa mais de perto o mundo dos esportes. Explora como a inovação, a criatividade e os direitos de propriedade intelectual que os protegem apoiam o desenvolvimento do esporte e o seu prazer em todo o mundo.

 

 

Por que esportes em PI?

Os valores universais que os esportes englobam – excelência, respeito e jogo limpo – potencializam seu apelo global. Hoje, graças aos avanços nas tecnologias de transmissão e comunicação, qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode acompanhar a ação esportiva 24 horas por dia, acompanhando o desempenho de seus atletas e equipes favoritos sem sair de casa.

 

O esporte tornou-se uma indústria global multibilionária – que gera investimentos em instalações (de estádios esportivos a redes de transmissão), emprega milhões de pessoas em todo o mundo e entretém muitas outras.

 

Relações comerciais construídas sobre direitos de PI ajudam a garantir o valor econômico dos esportes. Isso, por sua vez, estimula o crescimento da indústria, permitindo que as organizações esportivas financiem os eventos que saboreamos e proporcionando os meios para promover o desenvolvimento esportivo nas bases.

 

Observamos como as empresas esportivas usam patentes e projetos para promover o desenvolvimento de novas tecnologias esportivas, materiais, treinamento e equipamentos para ajudar a melhorar o desempenho atlético e envolver os fãs em todo o mundo.

 

Descobrimos como as marcas registradas e a marca maximizam as receitas comerciais dos contratos de patrocínio, merchandising e licenciamento. Essas receitas compensam o custo de organizar eventos de classe mundial, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, e garantem que o valor e a integridade desses eventos espetaculares sejam salvaguardados.

 

Analisamos como as personalidades do esporte podem gerar ganhos a partir de contratos de patrocínio com proprietários de marcas e alavancar suas próprias marcas como atletas.

 

Exploramos como os direitos de transmissão sustentam a relação entre esporte e televisão e outras mídias que aproximam cada vez mais os fãs da ação esportiva. Aproximamo-nos de alguns dos avanços tecnológicos que mudam o jogo na robótica e na inteligência artificial que estão impulsionando a mudança em todos os campos esportivos.

 

A campanha deste ano é uma oportunidade para celebrar nossos heróis esportivos e todas as pessoas ao redor do mundo que estão inovando nos bastidores para impulsionar o desempenho esportivo e seu apelo global.

 

Junte-se a nós para celebrar o poder do esporte de se envolver e inspirar, para inovar e unir a todos nós, empurrando os limites da realização humana! Conte-nos sobre seus heróis esportivos e sua inovação esportiva favorita e compartilhe suas opiniões sobre o futuro dos esportes.

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Transformando vidas com inovação e PI

 

A jornada da professora Joana d’Arc Félix de Sousa como inventora surgiu de suas experiências infantis do curtume perto de sua casa. Filha de curtidor e empregada doméstica, a professora Félix de Sousa, formada em Harvard, foi aclamada nacionalmente no Brasil como defensora do ensino de ciências e por seu trabalho em permitir que jovens de comunidades marginalizadas percebam seu potencial para inventar, criar e tornar-se empreendedores.

 

A professora de química, detentora de várias patentes relacionadas de alguma forma ao setor coureiro-calçadista, discute sua pesquisa atual e compartilha sua opinião sobre a importância da educação científica e o papel que os direitos de propriedade intelectual podem desempenhar no fortalecimento do panorama de inovação do Brasil e no desempenho econômico de longo prazo.

 

 

No que você está trabalhando no momento?

Estamos trabalhando em vários projetos de pesquisa. Um deles é procurar maneiras de criar uma pele artificial com diferentes níveis de pigmentação. Outro é a exploração do uso de tecido ósseo artificial para remodelação, reconstituição e transplante ósseo. Um terceiro projeto é o desenvolvimento de gengiva artificial para corrigir defeitos estéticos. E também estamos desenvolvendo tecidos antimicrobianos para confeccionar roupas para pacientes e equipes médicas para minimizar infecções hospitalares.

 

 

Como você gostaria de ver o cenário da inovação evoluir no Brasil?

Eu gostaria de ver o governo revisar sua abordagem à educação. Com o corte no orçamento federal da ciência, a comunidade de pesquisa do Brasil não pode mais depender apenas de financiamento do governo ou de dinheiro público. Temos que trabalhar com o setor privado e com a indústria. Embora isso possa ser difícil, não é impossível.

 

A melhor colaboração da indústria pode ajudar a transformar o panorama de inovação do país e impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a atividade nacional de patenteamento. “Ao proteger seu trabalho com direitos de propriedade intelectual, os cientistas podem obter um retorno sobre o tempo, a energia e o investimento feito para desenvolvê-lo” afirma a Professora.

 

O Brasil precisa investir no fornecimento de educação básica de qualidade. Isso significa investir em infraestrutura e em professores e treinamento de professores. Os formuladores de políticas também precisam elaborar uma política coerente para ciência, tecnologia e inovação e definir áreas prioritárias de ação.

 

 

Por que é importante que os inventores estejam cientes do sistema de PI?

Os cientistas, pesquisadores e inventores precisam estar cientes de PI para que possam proteger o novo conhecimento que criam e estejam em condições de licenciar e comercializar esse conhecimento para apoiar outras iniciativas de pesquisa. Os cientistas tendem a publicar seu trabalho e dar pouca atenção a protegê-lo com direitos de PI. Isso os deixa expostos. Se alguém com bolsos mais fundos faz o seu trabalho, aplica-o e ganha dinheiro com ele, ele não tem meios legais de reivindicar qualquer retorno financeiro resultante da tecnologia desenvolvida por não protegê-lo com direitos de propriedade intelectual.

 

Com uma patente em mãos, os inventores podem comercializar sua tecnologia e decidir os termos pelos quais transferi-la, por meio de um acordo de licenciamento, por exemplo. Protegendo seu trabalho com direitos de propriedade intelectual, os inventores podem obter um retorno sobre o tempo, a energia e o investimento feito para desenvolvê-lo. Podem até gerar um excedente para fazer novos investimentos em sua área de conhecimento.

 

 

O que precisa ser feito para melhorar os níveis de conscientização de PI entre os jovens brasileiros?

Infelizmente, poucos jovens brasileiros sabem sobre PI. No entanto, é muito importante que eles entendam que a PI é um elo entre conhecimento, desenvolvimento tecnológico e comércio. Eles também precisam saber como proteger o novo conhecimento que criam e que, usando o sistema de PI, podem recuperar o tempo, a energia e o esforço investidos em sua criação.

 

Criar novos conhecimentos envolve muito investimento e os direitos de PI são a melhor maneira de recuperar esse valor. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Brasil tem um papel importante a desempenhar na melhoria dos níveis de conscientização de PI entre os jovens. Palestras ou minicursos que enfatizem as vantagens de proteger o conhecimento nas escolas em todo o Brasil seriam muito úteis nesse sentido.

 

 

O trabalho com jovens e o projeto CurtEENDEDORISMO

Eu montei o projeto CurtEENDEDORISMO na Escola Técnica Estadual (ETEC) em Franca, em 2013. A cidade é conhecida por seu setor de calçados e sofre com altos níveis de poluição ambiental, desemprego, pobreza e analfabetismo.

 

O projeto envolve jovens, particularmente aqueles de origem desfavorecida, e tenta despertar seu interesse pela inovação, criatividade e empreendedorismo. Eu prefiro trabalhar com jovens socialmente vulneráveis – aqueles envolvidos no tráfico de drogas e prostituição – porque eles são frequentemente marginalizados. O projeto visa reduzir as taxas de abandono escolar e aumentar a autoestima dos alunos; abre os olhos para toda uma gama de oportunidades de emprego e geração de renda.

 

Desenvolvimento de fertilizantes orgânicos e organominerais a partir de resíduos sólidos do setor coureiro-calçadista e cimento verde, ecoeficiente, que reduz o consumo de energia e as emissões de dióxido de carbono, projeto da Professora Joana d’Arc Félix de Sousa.

 

 

Que tipo de impacto o projeto está tendo?

Até 2017, cerca de 100 alunos foram beneficiados pelo projeto. Alguns deles ajudaram a inventar novas tecnologias, enquanto outros melhoraram as tecnologias existentes com suas inovações. Este ano, 20 alunos estão se beneficiando de bolsas de iniciação científica e estão desenvolvendo 15 novas invenções. As bolsas e os projetos de pesquisa são financiados pelo setor privado.

 

Meu objetivo é replicar o projeto em todo o Brasil. Incluir os jovens nas atividades de iniciação científica ensina-lhes habilidades fundamentais, como o raciocínio lógico, que os servirão bem em suas vidas profissionais, seja na indústria ou na academia. Os alunos também são um importante indicador da qualidade dos cursos oferecidos e do desempenho dos professores. Eles são um componente essencial do nosso modelo pedagógico.

 

 

Que conselho você tem para os jovens com aspirações de inventar ou criar?

Nunca desista dos seus sonhos. Se você fizer isso, você reduz as chances de encontrar a felicidade e aumenta as chances de decepção e frustração. Sempre defina metas e continue trabalhando para alcançá-las. Ignore aqueles que não acreditam na sua capacidade de realizar o seu sonho. Independentemente dos obstáculos que surgirem, mantenha um pé na frente do outro e siga em frente.

 

Os jovens precisam entender que podem ser bem-sucedidos por meio do aprendizado. Habilidades podem ser aprendidas. Isso significa que todos os jovens podem alcançar seus objetivos. Eu sou um exemplo vivo disso. Passei por inúmeras dificuldades, preconceitos e humilhações, mas nunca parei de sonhar. Tenha fé e use seus contratempos como ferramentas para ganhar na vida.

 

 

Por Catherine Jewell, Divisão de Comunicações, WIPO

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As 20 economias mais inovadoras do mundo em 2018

As economias mais inovadoras do mundo

O Índice de Inovação Global 2018 foi divulgado recentemente e você pode ter em primeira mão o top 20 dos países mais inovadores do mundo aqui no blog da Primeiro Mundo.

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Agora em sua 11ª edição, o Índice de Inovação Global (IIG) é uma ferramenta quantitativa detalhada que ajuda os tomadores de decisões globais a entenderem melhor como estimular a atividade inovadora que impulsiona o desenvolvimento econômico e humano. O IIG classifica 126 economias com base em 80 indicadores, variando de taxas de registro de propriedade intelectual a criação de aplicativos móveis, gastos com educação e publicações científicas e técnicas.

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Desenvolvedores de inovação em crescimento

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Um grupo de economias de renda média e baixa tem desempenho significativamente melhor em inovação do que seu nível de desenvolvimento poderia prever.

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Vinte economias compõem estes ‘empreendedores de inovação’ em 2018, três a mais do que em 2017. A região da África Subsaariana possui seis empreendedores inovadores, incluindo Quênia, Ruanda e África do Sul, enquanto cinco economias vêm da Europa Oriental. Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã continuam a subir no ranking, aproximando-se de potências regionais como China, Japão, Cingapura e República da Coréia.

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Com o tempo, várias economias emergentes se destacam por serem verdadeiras impulsionadoras do cenário da inovação“, disse Soumitra Dutta, ex-reitor e professor de administração da Universidade de Cornell. “Além da China, que já está entre os 25 melhores, a economia de renda média mais próxima desse grupo é a Malásia. Outros casos interessantes são Índia, Irã, México, Tailândia e Vietnã, que subiram consistentemente no ranking“.

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Já o Brasil ocupa o 64º lugar no IIG deste ano, subindo cinco posições em comparação com 2017. Essa é a melhor posição do País nos últimos quatro anos.⠀⠀⠀

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Ranking Global

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  1. Suíça
  2. Holanda
  3. Suécia
  4. Reino Unido
  5. Cingapura
  6. Estados Unidos
  7. Finlândia
  8. Dinamarca
  9. Alemanha
  10. Irlanda
  11. Israel
  12. Coréia
  13. Japão
  14. Hong Kong (China)
  15. Luxemburgo
  16. França
  17. China
  18. Canadá
  19. Noruega
  20. Austrália

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Energizando o Mundo com Inovação

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O tema da edição IIG de 2018 é “Energizando o Mundo com Inovação”, observando a necessidade de trabalho inovador expandido em tecnologia verde favorável ao clima, em meio a crescentes demandas de energia em todo o mundo. As projeções indicam que até 2040 o mundo precisará de até 30% mais energia do que precisa hoje e as abordagens convencionais para expandir o fornecimento de energia são insustentáveis ​​diante da mudança climática.

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A inovação é claramente necessária para abordar a equação energia / ambiente, mas tenhamos em mente que tais inovações não podem ser apenas tecnológicas. Novos modelos sociais, econômicos e de negócios são necessários, inclusive através de esforços para promover cidades inteligentes, soluções de mobilidade baseadas em veículos – e uma cidadania global com melhor informação sobre os impactos de várias políticas energéticas “, disse Bruno Lanvin, Diretor Executivo do INSEAD para Índices Globais.

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Em última análise, devemos garantir que as soluções para os nossos desafios energéticos sejam adequadas às necessidades locais, não impliquem rupturas adicionais e reduzam as desigualdades.”

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Entre as descobertas do IIG sobre o estado da inovação em energia limpa: novos avanços tecnológicos são necessários em toda a cadeia de valor da energia e as políticas públicas desempenharão um papel central na condução da transição para energia mais limpa.

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Para o setor de energia, a inovação é fundamental para a estratégia das empresas. Os executivos de energia estão bem conscientes da mudança que enfrentam, como as empresas inovam usando novos tipos de energia e as tecnologias de distribuição determinarão sua capacidade de sobreviver à transformação. Esse mercado, como nossa pesquisa mostra, à medida que as fontes renováveis se tornam mais viáveis, a indústria de energia tem o potencial de ser uma bonança para a inovação“, disse Barry Jaruzelski, diretor da Strategy &, consultoria de estratégia da PwC, que é um dos Parceiros de Conhecimento IIG.

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Esse artigo foi lançado conjuntamente pela OMPI, Cornell University, INSEAD e os Parceiros de Conhecimento 2018 IIG, a Confederação da Indústria Indiana, a Estratégia da PwC e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) – Brasil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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Facebook abre centro de inovação em São Paulo

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A gigante de tecnologia lançou oficialmente o Espaço Hack, em São Paulo. Centro terá capacitação em tecnologia e aceleração de negócios sociais.

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Esta academia de ginástica flutuante navega por Paris

Batizada de Paris Navigating Gym, embarcação permite que as pessoas façam exercícios e contemplem a cidade ao mesmo tempo

Curioso para ver mais detalhes de como será a academia flutuante? Esse vídeo tem animações que demonstram um pouco mais de como o projeto irá funcionar:
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Amazon começa a vender eletrônicos no Brasil

A nova loja, que entrou no ar no primeiro minuto desta quarta-feira, já nasce com 110.000 itens ofertados, segundo a empresa, por “milhares de vendedores”

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Ecobrands: a nova tendência de marcas resenhadas para ajudar o meio ambiente

Marcas que ajudam o meio ambiente através da economia de tinta nos logotipos

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A visibilidade é extremamente importante para as marcas, razão pela qual eles querem ver seu logotipo em todos os lugares, mas há um preço a pagar por uma exposição generalizada, não apenas financeiramente, mas também ecologicamente.

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Como você pode ver abaixo, no entanto, há uma maneira simples de reduzir esses custos, e isso parte de uma ideia simples: usando menos tinta. A ideia, denominada Ecobranding, é uma nova experiência conceitual destinada a tornar as marcas mais ecológicas e, ao mesmo tempo, economizar milhões de dólares em custos de produção.

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McDonald’s, Apple, H & M e FedEx, exemplos simplificados que você pode encontrar aqui mantêm a essência de cada logotipo específico, ao mesmo tempo que tornam mais econômico tanto para o fabricante quanto para o meio ambiente.

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Com esse exemplos você já pode se inspirar para aderir à nova tendência sustentável e ajudar o meio ambiente economizando tinta!

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Artigo originalmente publicado nesta página.

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Interface entre humanos e máquinas: é criada a primeira bateria iônica

Criada primeira bateria iônica

É a primeira vez que se cria uma bateria capaz de produzir correntes iônicas em tensões compatíveis com a eletricidade dos seres vivos. [Imagem: Chengwei Wang et al. – 10.1038/ncomms15609]

Eletricidade biocompatível

 

Engenheiros da Universidade de Maryland, nos EUA, inventaram um tipo de bateria totalmente novo: uma bateria iônica. Nas baterias atuais, a energia elétrica (ou corrente) flui na forma de elétrons em movimento. Essa corrente de elétrons que sai da bateria é gerada movendo íons positivos – mais comumente íons de lítio – de um eletrodo para o outro.

 

A nova bateria iônica faz o contrário: ela move elétrons em seu interior, liberando energia na forma de um fluxo de íons. Em nossos corpos, os sinais elétricos são transmitidos na forma de fluxos de íons – principalmente de sódio e potássio. É essa bioeletricidade que alimenta nosso cérebro, controla o ritmo do nosso coração, comanda o movimento dos nossos músculos e muito mais.

 

Isto significa que a nova bateria é biocompatível, já que ela produz o mesmo tipo de energia elétrica – baseada em íons – usada pelos seres humanos e outros seres vivos.”[Nossa] intenção é que os sistemas iônicos façam interface com os sistemas humanos. Então lançamos o projeto reverso de uma bateria.”

 

“Em uma bateria típica, os íons fluem através da membrana da bateria e os elétrons fluem através de fios para estabelecer uma interface com dispositivos eletrônicos. Em nosso design reverso, uma bateria tradicional é curto-circuitada eletronicamente, o que significa que os elétrons estão fluindo através dos fios metálicos. Então, os íons devem fluir através dos cabos iônicos externos. Neste caso, os íons no cabo iônico – usamos fibras de grama – podem se conectar com sistemas vivos,” explicou o professor Liangbing Hu, coordenador da equipe.

 

 

Criada primeira bateria iônica

As folhas de grama se mostraram ideais para armazenar a energia da bateria iônica. [Imagem: Chengwei Wang et al. – 10.1038/ncomms15609]

Bateria iônica

 

As tentativas de criar biocompatibilidade e interfaces elétrico-biológico vinham se concentrando até agora na transformação de uma corrente eletrônica – das baterias – em uma corrente iônica – dos seres vivos.

 

O problema com esta abordagem é que a corrente eletrônica precisa alcançar uma determinada tensão para saltar o hiato entre os sistemas eletrônicos e os sistemas iônicos. No entanto, nos sistemas vivos as correntes iônicas circulam em tensões muito baixas. Assim, as interfaces eletrônico-iônicas tentadas até agora geram saídas fortes demais para serem ligadas, digamos, a um músculo ou ao coração. Já a bateria iônica funciona em qualquer tensão.

 

Outra característica peculiar desta primeira bateria iônica é que ela usa grama para armazenar sua energia. Para isso, a equipe empapou folhas de grama em uma solução de sais de lítio, o que fez com que os canais do vegetal, que antes moviam nutrientes para cima e para baixo da folha, se transformassem em conduítes e depósitos ideais para acomodar a solução.

 

O protótipo é formado por dois tubos de vidro com grama dentro, conectados por um fio de metálico no topo. É por esse fio que os elétrons fluem para se mover de um eletrodo da bateria para o outro enquanto a energia armazenada descarrega lentamente. Na outra extremidade de cada tubo de vidro há uma ponta metálica através da qual a corrente iônica flui.

 

Criada primeira bateria iônica

A equipe confirmou que sua bateria fornece uma corrente iônica para células vivas. [Imagem: Chengwei Wang et al. – 10.1038/ncomms15609]

Conexão entre máquinas e humanos

 

“As aplicações potenciais [das baterias iônicas] podem incluir o desenvolvimento da próxima geração de dispositivos para micromanipulação das atividades neurais e interações que podem prevenir ou tratar problemas médicos como a doença de Alzheimer e a depressão.

 

“A bateria poderá ser usada para desenvolver dispositivos médicos para pessoas com deficiência, ou para ferramentas mais eficientes de administração de medicamentos e genes, tanto em pesquisas como clinicamente, como uma maneira de tratar cânceres e outras doenças médicas de forma mais precisa.

 

“Olhando mais adiante no horizonte científico, esperamos também que esta invenção possa ajudar a estabelecer a comunicação direta entre máquinas e humanos,” disse Jianhua Zhang, membro da equipe.

 

 

 

 

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Referências: Redação do site Inovação Tecnológica disponível originalmente aqui. 

Bibliografia:
Inverted battery design as ion generator for interfacing with biosystems
Chengwei Wang, Kun (Kelvin) Fu, Jiaqi Dai, Steven D. Lacey, Yonggang Yao, Glenn Pastel, Lisha Xu, Jianhua Zhang, Liangbing Hu
Nature Communications
Vol.: 8, Article number: 15609
DOI: 10.1038/ncomms15609

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O que é uma startup?

Nem toda nova empresa é uma startup. Saiba quais são as características que definem este tipo peculiar de empreendimento

Editado por Daniela Moreira

 

Afinal, o que é uma startup?
Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups.

Tudo começou durante a época que chamamos de bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo “startup” começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, “startup” sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.

 

O que os investidores chamam de startup?

Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:

– Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo – ou ao menos se provarem sustentáveis.

– O modelo de negócios é como a startup gera valor – ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca – e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador – e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.

– Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view – o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.

– Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.
 

Os passos seguintes

É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups – sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar – ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.

Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata – além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup – desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.

 

Yuri Gitahy é investidor-anjo, conselheiro de empresas de tecnologia e fundador da Aceleradora, que apoia startups com gestão e capital semente

 


 

Você pode ler o artigo original aqui.