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Por onde começar a construção da marca da minha empresa?

Para não ser apenas mais um no imenso mar dos negócios é fundamental ter uma marca bem criada a fim de conquistar uma imagem positiva e forte no mercado, atraindo mais clientes. A marca da empresa é a base que irá determinar muito do sucesso empresarial. Porém, por onde começar a construir a marca da minha empresa?

A Equipe da Primeiro Mundo, especialista em Propriedade Intelectual há 24 anos, decidiu te dar uma ajudinha nessa hora tão importante para o seu negócio.

Construir a marca é construir a identidade da sua empresa. Ela que irá causar a primeira impressão aos clientes e fazer com que eles se interessem (ou não) pelo que você tem para oferecer. Uma prova disso é quando precisamos comparar dois produtos para comprar e acabamos escolhendo levar o de marca mais conhecida, pois criamos confiança nela. Assim, muitas de nossas decisões de consumo são influenciadas pela visão que adquirimos das marcas.

 

1 – Defina claramente os objetivos do seu negócio

É preciso, então, que a marca da sua empresa/produto transmita exatamente aquilo que você busca oferecer no mercado. Para isso, você precisa ter bem definido o seu plano de negócio, juntamente com a missão, visão, valores e objetivos de sua corporação. Esse é o primeiro passo, pois assim você dará o rumo certo para a construção da sua marca, baseando-a na identidade da empresa.

 

2 – Mapeie o seu público alvo conforme o nicho de mercado no qual você está inserido

Na prática isso quer dizer que você deverá gastar um tempo para analisar quais são as pessoas que serão atraídas pelo seu produto/serviço/ideia e o que de fato as motivará a consumir da sua empresa e não de algum concorrente. Essa análise é muito importante pois um produto vendido para o público masculino deve ter estratégias diferentes de outro produto para o feminino, ou crianças, etc. O mesmo vale para os serviços, tanto do tipo B2B (business to business) ou B2C (business to commerce).

 

3 – Escolha um nome que leve em conta os passos anteriores

Conhecendo bem o que sua empresa irá oferecer, como irá oferecer e a diferença que isso fará na vida dos clientes, fornecedores e parceiros, você pode começar a sugerir nomes de acordo com o que foi decidido no plano de negócios. Um método muito utilizado nessa etapa é o Brainstorming, onde você pode sugerir várias possibilidades de nomes e expressões (qualquer um que vier à mente), e depois filtrar com base no que mais combina com o que você quer transmitir do negócio.

Por exemplo: se você fará um negócio para o público de classe A, o nome pode ser mais tradicional como um sobrenome estrangeiro. Ou, então, se seu negócio é voltado para classe média e você quer que ele seja viral, pode apostar no relacionamento com o público, escolhendo um nome mais informal, curto e sonoro, aproximando-se das pessoas.

Nessa etapa de escolha, é importante você evitar utilizar marcas fracas. As marcas fracas são aquelas que não são muito criativas e que não trazem grande diferenciação. Na prática, se você vende um produto e o nome da sua empresa é “Rei dos (nome do produto)”, você tem uma marca fraca. Uma boa dica é buscar sempre inovar em relação aos concorrentes e procurar disponibilizar algo novo no mercado.

 

4 – Invista na Identidade Visual

A identidade visual é, basicamente, a expressão gráfica do que a empresa representa. Para ter uma identidade visual de sucesso é muito importante ser coerente com o que você está divulgando e o que você realmente oferece.  Defina cor, estilo, forma e tipografia da logomarca e produza todos os materiais da empresa padronizados de acordo com essas decisões.

Montar uma boa identidade visual (ou até mesmo refazer uma que você já tenha) não é um trabalho simples ou fácil. Por isso, não considere a contratação de profissionais especializados (designer gráfico ou profissional de marketing especializado em branding) como um gasto, mas como um investimento que trará retorno lucrativo em médio e longo prazo, caso bem feito.

Pra ajudá-lo a ter uma noção melhor do impacto que cores e formas têm no público indicamos ler esse infográfico aqui.

 

5 – Certifique-se de que a sua marca construída é exclusiva

De nada adianta todo o esforço na construção da marca se você não puder usá-la! Mas, como saber se sua marca é única e que você pode, de fato, usar com exclusividade?

Quem faz esse controle, ao contrário do que muitos pensam, não é a Junta Comercial, mas sim o Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A Junta autoriza você como personalidade jurídica, mas quem dá a detenção do uso da marca no Brasil é só o INPI. Assim, certifique-se de que a marca/logomarca do seu negócio não está copiando (mesmo sem saber) algum nome que já tenha registro no INPI e entre com o pedido de registro o mais rápido possível.

Você pode ter acesso ao resultado do estudo da sua marca no INPI gratuitamente aqui.

 

6 – Posicione corretamente a sua marca

Por último, mas não menos importante, é necessário saber como você vai posicionar a marca no mercado. Posicionamento de marca nada mais é como você quer ser enxergado por seus clientes, fornecedores, colaboradores, etc. A imagem que o público terá do seu negócio depende de como você irá tomar as decisões, como os funcionários procederão e qual vertente será escolhida para a publicidade e propaganda da empresa.

Um restaurante focado em clientes de classe A terá um site e postagens de blog com uma linguagem e design diferente do que uma empresa do mesmo setor, mas voltada para o público de classe B, por exemplo. Eles podem até falar sobre a mesma coisa mas, dependendo do posicionamento da marca, terão que abordar de maneiras diferentes para atingir o público esperado.

 

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