1 – Internet das coisas com plano nacional

O Ministério de Ciência e Tecnologia está se juntando ao BNDES para mapear oportunidades no setor de internet das coisas no Brasil.

O esforço deverá resultar em um estudo sobre o tema, a ser feito por uma equipe de especialistas contratados, cujo trabalho deverá durar nove meses. A intenção é ter um roteiro que sirva de base para um plano nacional para o setor. Desde o início deste ano, o BNDES já andava procurando empresas para atuar na internet das coisas.

O termo internet das coisas é usado para designar uma série de tecnologias voltadas para conectar qualquer tipo de equipamento à internet, permitindo oferecer aos usuários informações em tempo real sobre a operação desses equipamentos.

Os aprimoramentos podem incluir desde eletrodomésticos até meios de transporte e máquinas industriais. Conectados à rede, os dispositivos podem ser comandados a distância e com informações precisas como previsão de duração, temperatura e consumo de energia.

“É uma tecnologia que vai impactar cada vez mais as realizações e a sociedade, trazendo novas oportunidades para a geração de valor econômico e transformando os modelos de negócio e a vida das pessoas”, disse a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.

O consórcio que fará o estudo já foi selecionado em uma chamada pública do BNDES e reúne a consultoria McKinsey & Company Brasil, Fundação CPQD e Pereira Neto/Macedo Advogados.

Uma consulta pública foi aberta pelo ministério e receberá contribuições da sociedade até 16 de janeiro.

 

2 – Kitchen robot

Com os avanços científicos em torno de inteligência artificial, os incríveis robôs não poderiam ficar de fora desta lista especulativa. Mas, surpreendentemente, o que pode virar moda são robôs cozinheiros fabricados pela Moley, que são capazes de cozinhar seguindo uma biblioteca de receitas programadas na memória, como, também, são capazes de aprender a executar novas receitas, aprendendo a tarefa com o cozinheiro encarregado a ensinar o amigo robótico.

Há planos mais promissores ainda em torno dos robôs cozinheiros, que talvez venha a ser acrescentado às habilidades anos a frente, que é a possibilidade de acoplar a máquina a geladeira e lava louças, possibilitando, assim, serviços completos de cozinha.

 

3 – Gerador de fusão a frio

A chamada “fusão a frio” – uma reação nuclear capaz de produzir um ganho líquido de energia a temperatura ambiente – é um dos capítulos mais controversos da ciência.

A novidade surgiu em 1989, quando Martin Fleishmann e Stanley Pons afirmaram ter verificado a fusão nuclear em um equipamento de mesa, chamado célula eletrolítica.

Contudo, outros cientistas não conseguiram reproduzir o experimento e o que se viu a seguir foi uma briga que pouco tem de científica: como os dois pesquisadores foram ridicularizados pela comunidade científica, quase ninguém mais se atreveu a colocar a mão na massa e ver o que havia de real ou de irreal no experimento, sob o risco de também cair no ridículo.

Agora, uma empresa emergente norte-americana, chamada BLP – Brilliant Light Power, afirmou que colocará no mercado em 2017 uma célula eletrolítica que usa água pura como combustível para gerar energia.

Segundo seu criador, Randell Mills – um dos poucos pesquisadores independentes que se mantiveram interessados na fusão a frio – seu dispositivo, batizado de SunCell, gera energia fundindo átomos de hidrogênio em “hidrinos”, um termo que ele próprio criou e até patenteou.

De acordo com Mills, o gerador produz uma “quantidade enorme de energia”, o suficiente para alimentar carros elétricos, navios e residências a uma fração de qualquer tecnologia atual. E tudo sem gerar nenhum poluente.

“A célula produtora de plasma SunCell foi inventada para transformar esta fonte fundamentalmente nova de energia primária à medida que a saída elétrica usa um catalisador para fazer com que os átomos de hidrogênio das moléculas de água transitem para o estado Hydrino de menor energia, permitindo que seus elétrons caiam para um raio menor ao redor do núcleo.

“Isso resulta em uma liberação de energia que é intermediária entre as energias química e nuclear, e um produto não-poluente. A liberação de energia do combustível H2O, que pode ser obtida até mesmo a partir da umidade do ar, é 100 vezes vezes maior do que a quantidade equivalente de gasolina de alta octanagem,” informa a empresa em seu site.

De acordo com a Sociedade de Química Norte-Americana, “muitos cientistas lançam sérias dúvidas sobre o dispositivo e esperam outro desapontamento”.

Outros, porém, acham melhor esperar, sobretudo as equipes independentes – fora dos laboratórios universitários – que continuaram a trabalhar na fusão a frio nos últimos anos. Sobretudo porque esperar até o ano que vem para ver se as promessas se cumprem não parece ser uma espera tão longa para quem trabalha com a ideia às escondidas há quase 30 anos.

 

Referências:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=internet-coisas-deve-ter-plano-nacional-2017&id=010175161214#.WFq8vBsrLIU

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=empresa-anuncia-gerador-fusao-frio-2017&id=010115161111

http://br.blastingnews.com/tecnologia/2016/12/tendencias-tecnologicas-para-2017-001337783.html