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Se você pensa que registrar uma marca é só despesas e taxas está pensando errado. Existem muito mais bônus do que ônus no registro das marcas, e é a fim de provar isso que separamos para você um conteúdo totalmente exclusivo revelando as razões do porquê ter sua marca registrada gera lucro ao seu negócio.

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Segundo o advogado Amilto Manfredi, especialista em propriedade intelectual, o primeiro grande benefício de se registrar sua marca (ou patentear sua invenção), é a segurança jurídica que o registro trás no aspecto de estar trabalhando com algo que é de comprovadamente seu, que você tem o direito de usar.

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O fato de ter o certificado de registro que comprove que seu negócio é de fato sólido, aliado à certeza de ter a exclusividade não só a nível regional, como a nível nacional, é propagado na cultura da empresa, que por consequência é transmitida aos consumidores. Isso auxilia na reprodução de uma imagem mais segura do que é oferecido, além da transmissão de mais profissionalismo e qualidade.

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Não é difícil de concluir, então, que essa nova cultura na empresa influencia as vendas positivamente impulsionando-as e gerando experiências melhores aos seus clientes.

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Uma marca registrada gera valor monetário para o seu detentor

Além do benefício da segurança, uma marca registrada torna-se um bem imaterial para o detentor, seja ele pessoa física ou jurídica. Isso torna possível dimensionar e avaliar a marca de forma que ela tenha um valor monetário específico dessa propriedade.

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Para a contabilidade dos bens de um negócio, então, além dos imóveis, da lista de clientes e fluxo de caixa, a marca registrada é adicionada na contagem da mensuração do valor da empresa como um todo, aumentando o valor percebido perante investidores e também o valor final das ações, aplicações e vendas.

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Há casos em que a marca em si vale mais do que as propriedades físicas que uma empresa tem, e isso traz muito lucro ao detentor, que pode traduzir a força de uma marca em valores monetários reais.

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Com uma boa imagem, a marca vale mais que o serviço ou produto à venda

Você conhece alguém que só usa celular de uma marca específica não importa o preço? Ou tem algum conhecido que ao entrar em uma loja de sapatos pede logo pela mesma marca que está acostumado a usar? Sua mãe compra sempre a mesma marca de sabão em pó porque diz ser a de mais qualidade?

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Pare e pense: quantas marcas você está usando nesse momento, seja de vestuário, tecnológicas ou de papelaria. Não nos damos conta, mas todos os dias e a todo o momento estamos escolhendo uma marca à outra. “Por que tomar café nesta lanchonete e não naquela?”, “por que comprar essa televisão e não outra?”. Você pode não perceber, mas está sendo moldado pelo conceito que as marcas conquistas no seu subconsciente. Leonard Mlodinow, físico estadunidense, comprova essa afirmação em seu livro intitulado Subliminar.

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É claro que a qualidade do serviço ou produto que você oferece conta muito, mas a avaliação dessa qualidade estará atrelada à imagem da marca e, administrando bem essa imagem, a marca por si só venderá o que sua empresa oferece. Aliado a esse fato, está a possibilidade de aumentar o preço das vendas simplesmente porque a marca é forte o suficiente para que o consumidor opte adquirir um produto mais caro, mas que em seu julgamento apresenta um custo-benefício maior que os dos concorrentes.

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O registro e o lucro através de Royalties

Com o registro de uma marca, há a possibilidade de geração dos famosos royalties. Isso quer dizer que toda vez que alguém quiser deter o uso para a produção de qualquer parte que seja que se refira à marca do detentor, precisará retornar um valor monetário estipulado ao proprietário do registro.⠀⠀⠀⠀⠀⠀

 

No mundo da música, por exemplo, os royalties são um valor pago ao autor ou compositor de uma determinada música, para ter o direito de usar ou reproduzir a música em questão.

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Os royalties são muito comuns também no sistema de franquia, uma taxa que é paga de forma periódica pelo franqueado ao franqueador. Esse valor é uma porcentagem do faturamento bruto obtido pela franquia.

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No contexto empresarial, muitas vezes uma pessoa investe dinheiro em uma empresa, cobrando depois royalties, uma porcentagem do faturamento obtido na venda do produto ou serviço. Além disso, os royalties também podem ser uma forma de remuneração pela utilização de processos tecnológicos patenteados para a produção de algum produto.

 

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Expansão para franquias

O investimento em franquias e microfranquias tem crescido muito nos últimos anos devido a crise. Isso porque esse sistema permite ao franqueado portar todos os benefícios gerados pela imagem pública de uma marca, subtraindo assim os esforços para procura de clientela e reconhecimento da qualidade dos serviços prestados.

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Franquias são ótimos atrativos para empreendedores que querem penetrar o mercado já com uma boa vantagem competitiva. Uma unidade franqueada pode abrir em seu bairro neste mês, mas a confiança que passará será a da marca que está portando, ou seja, o franqueado não precisará investir o mesmo tempo e dinheiro que os fundadores originais para ter o mesmo retorno monetário.

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O nome ou logomarca registrado no INPI impede que seu lucro seja desviado a terceiros

Outro aspecto muito importante é que, detendo o registro da sua marca, você tem o direito de impedir que terceiros usem a mesma marca ou semelhante no seu segmento. Essa prática impede que um determinado público esteja comprando em um estabelecimento que não é seu, achando que está adquirindo aos seus serviços/produtos.

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Marcas semelhantes no mesmo segmento prejudicam os lucros, pois desviam parte da clientela para consumir outro produto ou serviço que não seja o seu.

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Registrando a marca, porém, isso não será problema pois, caso aconteça, você pode requerer extrajudicialmente a cessão do uso indevido da sua marca (ou uma semelhante) por terceiros. Seja uma página no Facebook, um site ou uma placa: você tem todo o direito de exigir que terceiros parem de usar sua marca indevidamente. Se a pessoa após o aviso não parar de usar seu nome ou logomarca registrado, medidas perante a justiça podem e devem ser tomadas.

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Economia de tempo e dinheiro

Por fim, outra grande vantagem de ter a marca registrada e devidamente contabilizada, além da proteção da Lei e todos os demais aspectos supracitados, é que você não vai perder o seu investimento em construção da marca, marketing, decoração, publicidade e etc, por ser notificado por um terceiro exigindo que você mude seu nome. Infelizmente isso acontece com muitas empresas, por vezes até bem intencionadas, que por não terem conhecimento da necessidade do registro da marca acabam usando um nome já registrado no INPI e precisam descartar o trabalho e investimento de anos em cima daquela marca por não terem o direito de uso.

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No quesito de economia de tempo, também há a vantagem de poder ser assessorado por especialistas (caso você contrate esse serviço) que cuidam de todos os aspectos ligados à propriedade intelectual para a sua empresa. Prazos, movimentações no processo de pedido de registro, colidêncidas, notificações judiciais e extrajudiciais, tudo isso evita preocupações desnecessárias e também que você tenha que acompanhar semanalmente as atualizações no sistema do INPI, economizando seu tempo e otimizando-o para que seja aplicado em outras questões importantes da sua rotina.

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Quer saber mais sobre o assunto? Assista nosso webinar com especialistas dando mais dicas de como você pode lucrar mais com direitos autorais ou com marcas registradas.

Você empresário ou profissional liberal, já deve ter se perguntado ou têm muitas dúvidas a respeito deste assunto. De forma prática e bem simplificada, traremos a você este assunto que ajudará a entender melhor como agrega-se valor à uma marca.

 

O termo “Brand Equity” te lembra algo? Pois é, certamente você já ouviu falar muito sobre Branding (ou se não, deveria), que por sua vez  refere-se aos atributos descritivos verbais e símbolos concretos, como o nome, logo, slogan e identidade visual que representam a essência de uma empresa, produto ou serviço.

 

Tendo isto em mente, fica mais fácil entender o que é Brand Equity, significa o valor adicional que se atribui a algum produto ou serviço. Esse valor influencia na forma como o consumidor pensa, sente e age em relação à marca, assim como nos preços, na parcela de mercado e na lucratividade proporcionada pela marca à empresa.

 

Aqui cabe uma observação importante: logotipo não é marca e marca não é logotipo. Marca está relacionada à percepção e a experiência que os consumidores têm com seu produto ou serviço, e a logomarca faz parte deste conjunto de percepções.

 

Em um mercado cada vez mais competitivo, de produtos com benefícios muito semelhantes, e com o advento da internet derrubando fronteiras comerciais,  o profissional de marketing tem tido papel importante na concepção de uma marca. Por exemplo, considere um smartphone qualquer  sem nenhuma marca visível. Qual o valor deste produto no mercado? Digamos, mil reais? E se este mesmo smartphone tivesse uma marca ou logotipo visível, de uma marca poderosa e valiosa como a Apple ou Samsung? Talvez três mil reais? Em termos simples, essa diferença é o que chamamos de valor da marca. Ou seja, acréscimo de valor por meio da força da marca.

 

Existem três grupos principais de impulsionadores do brand equity, segundo Philip Kotler, hoje referência no que tange a Administração de Marketing.  São eles:

 

O primeiro refere-se aos elementos ou identidades da marca como por exemplo nome, logotipo, símbolo, caracteres, slogan e embalagem. Esses elementos exercem influência na forma como a marca é lembrada e reconhecida. Um consumidor que não analise muitas informações antes de tomar a decisão de compra é mais facilmente persuadido por esses elementos, isso acontece com os produtos para crianças, comumente com muitas cores e desenhos para atrair a atenção.

 

O segundo grupo representa o produto e o serviço que o acompanha e todas as ações de marketing a ele associadas. Compreende ainda programas de incentivo, visando a satisfação do cliente e a associação desse sentimento à marca comercializada, favorecendo à criação de um vínculo entre o consumidor e o produto. Vejamos o exemplo da LATAM: com seu plano de fidelidade Multiplus, hoje é considerada a maior rede de fidelização do país. Isso porque a organização desenvolveu planos de pontuações bem transparentes e isso abriu portas para uma infinidade de parceiros credenciados para a troca destes pontos. Assim, seus clientes sempre retornam às compras dos serviços da empresa e possuem altos níveis de satisfação segundo pesquisas.

 

Já o terceiro grupo diz respeito a uma abordagem indireta, que acontece ao se criar uma associação da imagem do produto ao conceito que as pessoas têm sobre uma outra entidade, que tanto pode ser uma pessoa, um objeto, etc, transmitindo assim maior confiabilidade à marca.

 

       É importante destacar, porém, que o reconhecimento de uma marca não implica sua credibilidade. Certamente você conhece alguns dos nomes dos políticos envolvidos em escândalos. Isso é reconhecimento da marca, mas não quer dizer, de forma alguma, que por conhecê-lo, você votaria nele. Isso estaria relacionado a credibilidade da marca ou a sua reputação. São conceitos distintos.

 

   Agora você já sabe o quanto uma marca pode influenciar na escolha de compra dos consumidores. Quer saber como estruturar uma marca forte e influente? Clique aqui e leia nosso artigo sobre construção de marca.

 

Referências:


Kotler, P.; Keller, K. L. Administração de Marketing. 12 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall
Kevin Lane Keller: Gestão Estratégica de Marcas, ed. Prentice-Hall 2005,
Marcos Hiller: Branding – A Arte de Construir Marcas, Ed. Trevisan, Ed. 2012,
Matthew Healey: O que é o Branding?, ed. Gustavo Gili 2009,