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Está pensando em abrir um negócio ou quer se aprimorar para liderar sua empresa? Dá para aprender muito, de graça, no YouTube

Por Pacard.

 

Reza a história que Jacó deu uma bela rasteira no irmão, Esaú, que num acesso de fúria, desatou impublicáveis impropérios contra o desafeto irmão enganador (que por sinal, no idioma hebraico, Jacó traduz “Enganador” mesmo), e o pôs a correr.  Então Jacó correu, correr, correu, e quando estava com dois palmos de língua pra fora, parou para descansar. Dormir era a palavra mesmo que ele precisava naquela hora. Juntou então algumas pedras e fez uma cabaninha bem legal para proteção contra as feras, e largou o lombo no mais profundo dos sonos.

 

Eis senão quando (adoro isso, lembra aquelas velhas fábulas que vovó me contava), em seu sonho, vê uma escada surgindo de onde estava, que chegava aos céus, e por ela subiam e desciam anjos tocando suas harpas e entoando canções que deixavam qualquer sereia na lanterna da fila dos menestréis divinos. Só que não, porque sereias são fábulas e a história de Jacó é verdadeira, para os que, como eu, creem no relato bíblico.

 

Pois bem. Lá estava Jacó e sua escada apinhada de anjos. Fim do sonho.

 

 

O pobre Jacó acordou num misto entre o assustado e o maravilhado. E correu logo ao acordar para a escola do Mestre Sem, filho de Noé, que reunia e passava adiante os conhecimentos que chegaram até nós acerca do relato dos primeiros acontecimentos bíblicos, lá do livro de Gênesis. Em lá chegando, com os bofes saindo pela boca, começa a contar o que havia sonhado, e tão logo recebeu uns goles de água para que se acalmasse, relatou o seu sonho, todinho ao Mestre Sem, e pediu-lhe que lhe revelasse seu significado, pois acreditavam os antigos, que todos os sonhos possam ter um significado.

 

Sem, olhando para o moço Jacó, de língua de fora, com aquela serenidade dos profetas, perguntou:

– De que eram feitas as pedras, Jacó?

 

Se Jacó fosse gaúcho, este teria sido o momento histórico em que os “butiá do borso” haveriam de ter caído, sem sombra de dúvida. Mas então, o efebo atravessa no largo do passo o Deserto do Sinai, enfrentando escorpiões, sol abrasante, serpentes venenosas, vendedores de água “mineral” da bica, talibãs e outros perigos mortais, para consultar a milenar sabedoria do profeta, onde pensa Jacó, falar-lhe-ia acerca dos mistérios do Universo que tais anjos trariam á baila, mas em lugar disso, o homem das cãs, mastigando uma rapadura de tâmara, pergunta-lhe “de que material eram feitos os degraus da escada?”. Francamente!

 

Mas, como Jacó era apenas um rapazote que tinha feito meleca na tenda do pai, e não estava com a moral nem o moral muito elevados, deu-se por vencido, e respeitosamente disse que não havia percebido este detalhe, pois o alvor das vestes dos anjos era tal, que inebriava junto das melodias, e despertava atenção apenas a isso, já suficiente para quem conhecia no máximo historias sobre tais anjos.

 

 

– A atenção aos detalhes é chamada de “Perspicácia” – disse o Sábio. O homem que consegue ver além do brilho é um sábio.

 

– Sim, Mestre! Eu entendo isso. Mas o que havia de especial do material do qual eram construídos os degraus?

 

– Nõ havia nada de especial no material dos degraus, filho. Mas naquele material de que “NÃO” eram feitos tais degraus.

 

– Hã, quer um pouco de água Mestre?

 

– Não, acabei de beber lá na fonte.

 

-Não entendi então, Mestre. Por que eu tinha que reparar no material do qual não eram feitos os degraus? Era algum metal preciso que eu ainda desconheço? Irídio, talvez?

 

– O material do qual eu falo é pescoço humano, meu filho. A escada que viu não era feita de pescoços, e sim de pedras, ou qualquer outro material. Até mesmo este tal irídio que mencionou.

 

– Mas, Mestre! Pescoços são usados como degraus em alguma edificação?

 

– Mais do que imagina, meu bom jovem!

 

– E onde levam escadas construídas com tal material, Mestre?

 

– Ao inferno, meu filho. As escadas que levam ao céu são sólidas como o caráter de quem as pisa. As escadas para o inferno são moles como seus passantes, porque são feitas de costas e pescoços.

 

Jacó, desde aquele dia, tornou-se um homem cuja ética o precedeu na historia de seus dias. E seus pés jamais pisaram pescoço algum.

 

Trazendo para o presente tempo, onde o excesso de informação e a competição exacerbada desumanizam as práticas de mercado, onde chegar por primeiro e chegar sozinho, parece ser o objetivo, e não apenas consequência das nossas escolhas éticas, cabe uma reflexão acerca de nossa declaração de Missão de Empresa, ou Missão Pessoal, tão significativa uma quanto a outra.

 

 

Que tipo de empreendedor eu sou? Que tipo de resultados eu quero obter? Quantos e quais serão os meus obstáculos, e por fim, de que modo vou tratar meu concorrente, meu colega, ou o desconhecido que está diante de mim, como um desafio a ser vencido?

 

 

Estamos em permanente competição, mas temos sempre um objetivo, e para alcançá-lo, temos um caminho ou uma escada a galgar. De que ou às custas de quem pavimentaremos este caminho? Quanto vale a chegada, quando tivemos que derrubar tantos pelo caminho? O que passa a ser o sucesso para mim, desta forma, senão uma arena onde os fins justificam os meios empregados?

 

Sabemos que Jacó foi um patriarca, isto é, um gerador de nações. Que tipo de legado deixaremos aos que chegarem depois de nós? Uma escada firme, ou um amontoado de despojos?

 

Como fazer as pessoas acolherem sua ideia e trabalharem, não para você…mas com você?

Por Julia Silva

 

Você constantemente pensa nessa questão? Ou em como fazer os colaboradores vestirem a camisa do seu negócio, mobilizando-se e esforçando-se para fazer acontecer? Parece algo intangível, não e mesmo?  Principalmente por pensarmos que a maior mobilização de uma pessoa para trabalhar com o empreendimento de outros se baseia, sobretudo, na compensação financeira.

 

Não podemos excluir o fator econômico como sendo um elemento motivacional neste processo. Entretanto pesquisas, estudos e experiências com capital humano, vêm mostrando que a realidade não é bem essa.  Nesse artigo, aproveitaremos as contribuições da psicologia organizacional para entender como conquistar e motivar pessoas, tornando-se mais que um empreendedor (a), mas sim um gestor por excelência.

 

Por mais que pareça uma tarefa complexa, existem dicas essenciais que vão auxiliar você e tornar o relacionamento interpessoal no trabalho muito mais satisfatório e descomplicado. Isto mesmo: não importa como é a sua personalidade ou como se comportam as pessoas com que você trabalha, são métodos simples para colocar em prática e começar a liderar com eficácia, agora!

 

Para compreender melhor vamos ressaltar os seguintes pontos:

  • O perfil do empreender
  • Chefe x Líder
  • Comportamento humano
  • Como influenciar pessoas a incorporar  sua ideia
  • Métodos básicos para entender como lidar com pessoas

 

O empreendedorismo apesar de ser um modelo profissional bem popular e conhecido atualmente é uma novidade que surgiu no Brasil na década de 90, desenvolveu-se como um trabalho de inovação e criação diferenciando-se dos outros segmentos por envolver maiores riscos, tanto a nível material quanto a nível psicológico e social.

 

Costuma-se analisar o empreendedor como um sonhador. Walt Disney, dizia ” Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade.”

 

Lidar com pessoas é imprescindível no mundo dos negócios, o bom empreendedor é de fato um bom gestor. Entende-se que a gestão do capital humano é um desafio na nova era, a psicologia entra em cena para auxiliar nesta tarefa complexa, que é, ao mesmo tempo, um diferencial que vai definir o sucesso do negócio.

 

O básico para ser um bom gestor é compreender os novos tempos, saber que na contemporaneidade não temos mais espaço para o modelo antigo de chefia, onde o chefe manda e o colaborador subordinado e submisso obedece e dedica-se sem hesitar, sob a ótica da nova perspectiva social, mesmo convivendo com a crise no cenário econômico, este modelo de gestão pode até reter as pessoas por medo de perder o trabalho, mas não retém talento. O máximo que podemos obter desta forma é uma colaboração forçada, um trabalho medíocre, e o seu marketing pessoal negativo. Falando a grosso modo, as pessoas terão antipatia e falarão aspectos negativos sobre o gestor para o resto do mundo e isto não ajuda a obter sucesso, lembrando que quanto maior o sonho, mais pessoas você precisará ao seu lado.

 

Influenciar pessoas a incorporar a sua idéia e realizar com vontade e entusiasmo exige uma liderança de alta performance. Para isso, existem métodos básicos para entender como lidar com pessoas. Em primeira instância, devemos falar de comunicação efetiva e objetiva. No entanto, esse tipo de comunicação não se refere ao simples ato de falar ou determinar algo diretamente e sim de analisar como funciona a mente do ser humano.

 

Ser direto e assertivo é importante, contudo, devemos levar em consideração a interpretação do interlocutor. Quem não ouviu falar da brincadeira telefone sem fio? Nessa dinâmica, uma frase passa de uma criança para outra, com um desfecho cômico da frase que torna-se totalmente distorcida. É uma analogia perfeita para as comunicações humanas: tudo o que se explica, mesmo que de forma precisa e detalhada, nem sempre chega ao interlocutor da forma como deveria e, geralmente, as pessoas entendem de forma incongruente. A forma mais efetiva de comunicação, então, é pedir feedback. Peça para que a pessoa explique o que entendeu, assim evitam-se muitos problemas.

 

Outro fator importante está relacionado ao conteúdo da mensagem. Entende-se que muitas vezes temos que cobrar algo ou falar coisas que não estão de acordo com o que a pessoa espera. Agora, temos outro agravante, como resolver este problema e ao mesmo tempo motivar as pessoas? O modelo tradicional de chefia exigia com rispidez para obter resultados. Partindo do pressuposto que criticar desestimula e imobiliza, percebemos a necessidade de reforçar aspectos positivos no outro, embora as pessoas sejam capazes e até mesmo brilhantes no que fazem, na maioria das vezes são emocionalmente frágeis e sensíveis a criticas.

 

Comece seu diálogo sempre com palavras de apreço e simpatia, busque identificar qualidades sinceras no outro e ressalte-as sempre. Depois de obter confiança, aperfeiçoará significativamente a comunicação. Não diga somente como fazer, mas apresente também às pessoas o objetivo de fazer. É necessário que outro entenda o propósito e acredite nele para desenvolver autonomia para pensar e dedicar-se com verdadeira pretensão.

 

A “chave” de qualquer comunicação eficaz é, sem duvidas, a habilidade de ouvir e fazer perguntas. Dar conselhos muitas vezes atrapalha o processo que leva a pessoa a pensar na solução. A motivação e clareza pra resolver problemas só nascem por meio de reflexões. Peça opinião, leve o outro a raciocinar. Compreenda que as pessoas só participarão do seu sonho, da sua ideia, se também sentirem-se importantes e especiais neste processo.

 

Você acha difícil a vida de empreendedor? Então imagine conciliar o negócio próprio com um filho pequeno.

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Essa é a rotina da Dra. Francini, que é advogada efetiva na Prefeitura do município onde reside, além de ser advoga associada em uma empresa jurídica e também dona da sua própria unidade de franquia de Assessoria em Propriedade Intelectual. Tudo isso, ela intercala com a criação de sua filha de apenas 3 anos.

Essa realidade, porém, não é só da Francini, mas de milhares outras guerreiras-mães-empreendedoras, que podem nos ensinar muito com suas ricas experiências. Pensando nisso, a Primeiro Mundo disponibiliza a seguir pra você os desafios da maternidade e dicas valiosas para implantar na sua vida profissional:

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Como você lidou com a notícia da maternidade?

Eu penso que a maternidade pra maioria das mulheres é uma decisão (como foi pra mim) e eu tive a bênção de Deus de poder escolher ter esse filho no momento em que eu já estava decidida. Mas não posso dizer que estava preparada para ser mãe porque a gente nunca sabe, não existe uma escola de mães, e mesmo que existisse é o dia a dia que te ensina.

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Se tornar mãe e ter que trabalhar ao mesmo tempo: como é isso?

É algo que exige muita força da mulher, porque ao passo que a gente quer dar prioridade aos filhos nós também temos que dar prioridade ao trabalho e, além disso, a gente tem que cuidar de várias outras coisas como: a família no geral, a casa, e principalmente nós mesmas (o que é o aspecto mais deixado de lado e esquecido). Quando nos tornamos mães acabamos por nos esquecermos um pouco da mulher que somos, que queremos ser, e isso fica em outros planos.

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Qual o maior desafio em conciliar o trabalho com a maternidade?

Conciliar a maternidade com o trabalho é uma tarefa extremamente difícil, mas não impossível. É uma relação muito interessante e desafiadora para a mulher. Nós temos que dar prioridade, não necessariamente lato sensu, mas strictu sensu, são “micro-prioridades”; por exemplo: neste momento eu vou brincar com a minha filha, estar ali naquele momento 100% ou, neste momento eu vou dar prioridade ao meu trabalho e devo estar focada 100% nele. Acho que esse é o maior desafio, poder focar no trabalho, deixar a mente limpa para as ideias empreendedoras, e ao mesmo tempo ter a segurança de que o filho está bem.

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Pela sua experiência, quais as características que uma mulher tem que desenvolver para conseguir ser mãe e administrar o trabalho ao mesmo tempo?

Temos que saber que horários são importantes, manter foco nos resultados, manter uma rede relacionamento social, até mesmo a fim de alavancar e fechar novos negócios e, ao mesmo tempo, temos que dar a atenção às crianças. Saber administrar tudo isso é a característica mais necessária; porque a criança hoje não quer vestir o uniforme branco (ela quer o azul ou o rosa), em outro dia o sapato da Frozen não dá pra usar porque não serve mais e você tem que convencer ela a usar o da Minnie à tempo de chegar na creche, a hora de escovar os dentes hoje não é legal, tudo isso exige muito de você, principalmente paciência e jogo de cintura.

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Vale a pena investir na maternidade ao mesmo tempo que quer investir na carreira ou em empreender?

Apesar de todas essas dificuldades há um retorno que não tem preço, a gente aprende muito com a maternidade e acaba aplicando isso no mundo dos negócios também. Por isso é muito importante considerar que a mulher, depois que tem filhos, acaba apresentando um rendimento bem maior na vida profissional do que antes de ser mãe.

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Qual conselho você quer deixar para as mulheres que estão lendo essa entrevista?

A dica que fica é pra manter o foco nessas “micro-prioridades”, aprender a se permitir estar “aqui e agora”. E também não deixar de empreender porque a maternidade não te prende, ela te liberta! No momento em que somos mães Deus nos toca, literalmente. E uma mãe é capaz de tudo, uma mulher depois que se torna mãe ela tem mais ideias, apesar de mais cansada ela fica mais proativa, mais aberta, e consegue também ter uma relação muito melhor com o outro.

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Você é uma mãe empreendedora ou conhece alguém que se identifica com as experiências acima? Comenta aqui embaixo compartilhando conosco os desafios que são enfrentados no dia a dia ou dicas pra quem pensa em seguir o mesmo caminho.

Nem toda nova empresa é uma startup. Saiba quais são as características que definem este tipo peculiar de empreendimento

Editado por Daniela Moreira

 

Afinal, o que é uma startup?
Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups.

Tudo começou durante a época que chamamos de bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo “startup” começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, “startup” sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.

 

O que os investidores chamam de startup?

Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:

– Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo – ou ao menos se provarem sustentáveis.

– O modelo de negócios é como a startup gera valor – ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca – e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador – e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.

– Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view – o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.

– Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.
 

Os passos seguintes

É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups – sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar – ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.

Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata – além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup – desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.

 

Yuri Gitahy é investidor-anjo, conselheiro de empresas de tecnologia e fundador da Aceleradora, que apoia startups com gestão e capital semente

 


 

Você pode ler o artigo original aqui.

Equipe do astro Tom Brady conseguiu virar o jogo na final da temporada do futebol americano. O que a partida ensina para quem é dono de um negócio:

 

A 51ª edição do Super Bowl, que impressionou os espectadores neste domingo ao mostrar uma virada protagonizada pela equipe favorita do principal campeonato de futebol americano, rende dicas valiosas para empreendedores.

O último minuto foi, literalmente, decisivo para que o New England Patriots, equipe do astro Tom Brady, conseguisse seu quinto troféu. Até o final do terceiro quarto da partida, os vermelhos do Atlanta Falcons tinham ampla vantagem de pontos sobre o time. Mesmo diante de um cenário tão adverso, a equipe reagiu, conseguiu levar o jogo para a prorrogação e venceu o campeonato.

Veja, a seguir, quatro lições de empreendedorismo que podem ser aprendidas com a partida final de um dos campeonatos mais assistidos do mundo:

 

1. Em tempos adversos, arrisque

Os Patriots mostraram que muitas oportunidades podem ser perdidas quando se opta pelo caminho da inércia. O time fez jogadas poucos convencionais para reverter o resultado desfavorável. Quando fez um touchdown (movimento que consiste em passar a linha do gol sem ser barrado pelo adversário), o time poderia ter dado um chute que renderia um ponto extra, mas preferiu arriscar e tentar cruzar a linha do gol para ganhar pontos em dobro.

A estratégia deu certo. “Muitos negócios não deslancham porque o empreendedor tem medo de tomar decisões”, afirma Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Caso mantivesse sua estratégia, o time não ia conseguir vencer a partida, acredita Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP. “Era uma corrida contra o tempo e com uma desvantagem grande de pontos. O cenário exigia uma tomada maior de risco para que a equipe conseguisse atingir o seu objetivo.”

 

2. Seja apaixonado, mas não emocional

Além da ampla desvantagem de pontos, o New England Patriots ainda errou uma jogada ao tentar reagir, mas ainda assim foi capaz de controlar a frustração para obter a vitória.“Só mantendo a frieza os jogadores foram capazes de encontrar a estratégia certa no final do jogo”, diz Carrer, do Sebrae-SP.

Em um cenário de adversidade, a inteligência emocional pode ser o diferencial no sucesso do negócio. E isso vale para toda a equipe de uma empresa.

“Um erro comum entre os empreendedores é não se preparar e nem treinar sua equipe para enfrentar momentos difíceis”, diz Carrer. “É importante ter uma estratégia clara para contornar dificuldades.” 

 

3. Tenha “timing”

Ter apostado em ataques mais contundentes ao adversário no momento certo definiu o resultado da final do campeonato de futebol americano.

No mundo dos negócios, a estratégia pode significar buscar o timing correto para lançar um produto ou serviço, diz Rafael Teles, CEO da Ciklun.

“Se o negócio não está dando certo por fatores externos, como uma concorrência forte, talvez seja melhor esperar por um momento mais favorável. No caso do Patriots, foi preciso aguardar a perda de energia do adversário para enquadrar uma estratégia vitoriosa”, afirma.

Qualquer negócio depende do timing correto. Um produto hoje pode não fazer o sucesso que faria no ano passado ou que poderia fazer no ano que vem. O empreendedor deve analisar essas possibilidades.

 

4. Aprenda com o fracasso

Começar perdendo, como o time vencedor do Super Bowl, exige uma reação que pode ser saudável para o negócio, diz Teles, da Ciklun. “O empreendedor é obrigado a aprimorar o negócio e parar de procrastinar. O fracasso ajuda a criar uma sustentação mais sólida para o negócio no futuro.”

Carrer, do Sebrae-SP, faz uma analogia da conquista de territórios do futebol americano com a conquista de mercados. “Se o concorrente é tão bom quando você, você em algum momento pode perder espaço. O segredo é perseverar para resgatá-lo, aprender com os erros e não ficar de braço cruzado.”

 

 


 

Este artigo foi publicado originalmente aqui.

Conheça franquias que possuem investimento inicial de até 80 mil reais e são uma aposta das redes para se expandirem em tempos difíceis.

 

Todo negócio precisa inovar – mesmo aqueles empreendimentos que são considerados mais seguros, como as franquias. O ano passado provou que até elas precisam se adaptar diante da crise econômica e, por isso, modelos mais enxutos devem ganhar destaque.

É o caso das microfranquias, por exemplo: com investimento inicial de até 80 mil reais (em 2017, o valor do teto será atualizado para R$ 90 mil reais), elas costumam ser indicadas para quem quer entrar para o mundo do franchising, mas não tem como investir muito capital (o que não reduz o comprometimento do franqueador e do franqueado, cabe lembrar).

Pensando nessa tendência de negócio, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou este mês um estudo inédito sobre o perfil dessas microfranquias.

A pesquisa concluiu que, em 2016, operavam 557 marcas com unidades no modelo de microfranquia – sendo que quase 80% delas atuam exclusivamente com esse formato. O investimento inicial médio em uma microfranquia varia entre 44 mil e 54 mil reais.

As 557 marcas representam cerca de 18% de todo o franchising, composto por 3039 redes. A expectativa, porém, é que essa porcentagem aumente: entre as redes que não possuem um modelo de microfranquia, 36% declaram pretender desenvolvê-lo nos próximos anos. 

Segundo a ABF, o modelo deve bombar em 2017 por atender as necessidades tanto do franqueado quanto da franqueadora. Saiba mais a seguir:

 

As microfranquias atendem quem quer empreender na crise

 

1. Investimento inicial menor

Como já foi ressaltado, a microfranquia atende uma fatia de investidores que não pode realizar grandes aportes – o que é comum em um período de crise econômica. Há tanto pessoas desempregadas quanto aquelas que desejam complementar a renda ou profissionalizar um comércio ou uma prestação de serviço já existentes.

O perfil mais comum de microfranqueado, segundo o estudo da ABF, é o jovem de 26 a 35 anos com ensino superior completo. Ou seja: o negócio atende uma faixa que é capacitada e ainda não construiu tanto patrimônio, mas que mesmo assim busca uma fonte de renda que vá além do salário de funcionário.

Além disso, as microfranquias necessitam de menos funcionários em comparação com os formatos tradicionais de franquia – o que gera menos custos de operação. Enquanto o modelo micro pede cerca de 2,8 funcionários por unidade, o padrão costuma empregar 6,1 pessoas.

 

2. Prazo de retorno menor

Além de um investimento inicial abaixo da média, as microfranquias também possuem um prazo de retorno estatisticamente menor. 

Nas redes que só operam com microfranquias, 39% das unidades possuem prazo de retorno entre 12 e 18 meses e 33% devolvem o valor investido após 6 a 12 meses de operação.

Já em franqueadoras que possuem tanto esse modelo quanto outros, 29% das unidades possuem prazo de retorno de 12 a 18 meses. Se considerássemos apenas as microfranquias, o índice subiria para 41% das unidades – o que mostra que o modelo, de fato, apresenta um tempo médio menor de devolução do investimento inicial.

 

3. “Salário” no fim do mês

Todo empreendedor possui um pró-labore: uma espécie de “salário” do dono da empresa, que nunca deve ser o lucro do negócio (este deve ser reinvestido na operação).

Segundo o estudo da ABF, o pró-labore mensal de um microfranqueado varia entre 3611 reais (para redes com vários formatos, incluindo microfranquia) e 3819 reais (para redes exclusivamente de microfranquia). De 20 a 25% dos franqueados, porém, chegam a ter um pró-labore acima de 5 mil reais.

 

4. Trabalho de casa

Assim como grandes redes, as microfranquias apostam nas lojas de rua como principal local de atividades. Mas enquanto nas maiores franqueadoras essa porcentagem é de 94%, nas marcas com microfranquias apenas entre 55,8% e 64,2% das unidades operam na rua.

Isso abre margem a outros locais de operação. As unidades de trabalho em casa, por exemplo, representam 17,9% das redes com modelos mistos e 29,7% das redes que operam só com microfranquias.

“O estudo mostra que as microfranquias alavancaram o modelo de ‘home office’ no Brasil, que se mostrou uma alternativa viável para o profissional operar o seu negócio”, pontua o diretor de inteligência de mercado da ABF, Claudio Tieghi, em comunicado.

 

 


 

 

Artigo publicado originalmente em: Exame.com por Mariana Fonseca.